… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 24 de junho de 2017

24 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
24 de junho

“Uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Lc 11:27-28, ARC, Pt)

ALGUNS crêem ingenuamente que por Maria ter sido a mãe de Jesus isso constituía um privilégio muito especial, porque supõem que ela tinha a vantagem de olhar no próprio coração de Jesus, de um modo que nós não podemos lograr. Apenas se pode admitir esta hipótese. Não temos provas de que Maria soubesse mais de que outros; o que ela sabia, fez bem em guardá-lo no seu coração. Mas da leitura dos Evangelhos não se desprende que ela tenha sido melhor instruída do que qualquer outro discípulo de Cristo. Tudo o que ela sabia, também nós o podemos descobrir. Tu admiras-te de que nós digamos isto? Aqui tenho um versículo que o prova: “O segredo do SENHOR é para os que O temem; e Ele lhes fará saber o Seu concerto.” Recorda as palavras do Senhor: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.” Tão ditosamente nos descobre o Seu coração este Divino Revelador de segredos, que não nos oculta nada que nos seja proveitoso. A Sua palavra de segurança é esta: “Se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito.” Não Se manifesta Ele mesmo hoje a nós, como Ele não Se manifesta ao mundo? Sim, assim é efetivamente. E, por isso, não digamos em ignorância: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe”, mas, bendigamos inteligentemente a Deus, porque, havendo nós ouvido a Sua Palavra e guardando-a, nós temos em primeiro lugar uma comunhão tão real com o Salvador como a Virgem a teve, e, em segundo lugar, um conhecimento tão verdadeiro dos segredos de Seu coração, como podemos supor que ela o teve. Feliz a alma que tem tal privilégio!




Tradução de Carlos António da Rocha

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