… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de junho de 2017

25 de junho

William MacDonald
Um dia de cada vez
25 de junho

“Meu filho Absalão, meu filho, meu filho Absalão! Quem me dera que eu morrera por ti, Absalão, meu filho, meu filho!” (2Sm 18:33, ARC, Pt)

Ignoramos se Absalão era salvo ou não, mas os gemidos de seu pai refletem a dor que muitos crentes experimentam quando morre algum parente não convertido, por quem possivelmente oraram por muitos anos. Há algum bálsamo em Gilead para tal ocasião? Que postura adota a Escritura?

Em primeiro lugar, nem sempre podemos estar seguros se a pessoa em realidade morreu sem Cristo. Escutamos o testemunho de um homem que foi arrojado por um cavalo e que confiou em Cristo: “Entre o chão e o estribo, misericórdia procurou e misericórdia encontrou”. Outro homem caiu da passarela de um navio e antes de que o seu corpo tocasse a água, converteu-se. Se tivessem morrido naqueles contratempos, ninguém teria sabido que morreram na fé.

Cremos que é possível que uma pessoa se salve estando em coma. Os médicos dizem-nos que uma pessoa em estado de coma amiúde pode escutar e entender o que se diz na casa, ainda que não possa falar. Se pode ouvir e entender, o que impede que alguém receba a Jesus Cristo por um ato concreto de fé?

Mas suponhamos o pior: que a pessoa morre sem ser salva. Nesse caso, qual deve ser a nossa atitude? Devemos pôr-nos do lado de Deus contra a nossa própria carne e sangue. Se alguém morrer nos seus pecados não é culpa ou erro de Deus; porque a um custo excecional, Deus há provido um meio pelo qual as pessoas podem ser salvas dos seus pecados. A salvação é um dom gratuito, totalmente à parte de qualquer ideia de dívida ou mérito. Se os homens rechaçam o dom da vida eterna, que mais pode fazer Deus? Certamente não poderá povoar o Céu com os que aí não desejam estar; pois então deixaria de ser o Céu.

Se alguns dos nossos seres queridos entram na eternidade sem esperança, tudo o que podemos fazer é compartilhar a dor e a angústia do Filho de Deus, o Qual, chorando sobre Jerusalém, dizia: “Quantas vezes quis... mas não quiseste”.

Sabemos que o Juiz de toda a Terra fará o que é justo (Gn18:25). Afirmamos a Sua perfeita justiça quando castiga os que se perdem, assim como quando salva os pecadores que se arrependem.




Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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