… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de junho de 2017

25 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
25 de junho

“Sobe a um monte alto.” (Is 40:9, ARC, Pt)
O NOSSO conhecimento de Cristo é algo semelhante a um trepador das nossas montanhas galesas. Quando estás ao pé delas vês muito pouco. A altura da própria montanha parece ser a metade do que realmente é. Confinado num pequeno vale, tu apenas podes descobrir algo que não seja o regato ondulante que vai descendo para o rio, que está ao pé da montanha. Trepa a primeira colina, e o vale se alargará debaixo dos teus pés. Sobe um pouco mais, e verás a região em quatro ou cinco milhas em redor e deleitar-te-ás com o amplo panorama. Sobe ainda mais e a paisagem alarga-se, até que, por fim, quando estiveres no cume e olhes para o este, para o oeste, para o norte e para o sul, tu vês quase toda Inglaterra diante de ti. Acolá há um bosque em algum condado, talvez distante umas duzentas milhas; aqui está o mar e ali um rio cristalino e as chaminés fumegantes de uma cidade industrial, ou os mastros dos navios de um porto movimentado. Tudo isto te agrada e te deleita, e tu dizes: “Nunca teria imaginado que poderia ver tantas coisas desta altitude.” Agora, a vida Cristã tem muito de parecido. Quando nós, ao princípio, cremos em Cristo, vemos somente um pouco dEle. Quanto mais alto subimos tanto mais descobrimos das Suas belezas. Mas, quem tem alcançado alguma vez o auge? Quem tem conhecido a altura e a profundidade do amor de Cristo, que excede todo o entendimento? Paulo, quando envelhecia, ficando grisalho e trémulo numa cela romana, podia dizer com mais ênfase do que nós: “Eu sei em Quem tenho crido”, pois cada uma das suas experiências foi semelhante ao que trepa uma colina, cada prova foi como o subir a um novo cume, e a sua morte foi como o alcançar o topo da montanha, da qual ele podia ver na plenitude a fidelidade e o amor dAquele a quem ele tinha confiado a sua alma. Sobe, meu amigo, a um monte alto!


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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