… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 25 de junho de 2017

25 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
25 de junho

“A pomba, porém, não achou repouso para a planta de seu pé.” (Gn 8:9, ARC, Pt)

LEITOR, podes achar repouso fora da arca, Cristo Jesus? Então, tem por certo que a tua religião é vã. Estás satisfeito com algo que não é um conhecimento consciente da tua união e sociedade com Cristo? Então, ai de ti! Se tu professas ser Cristão, e, entretanto, achas plena satisfação nos gozos e ocupações mundanos, a tua profissão é falsa. Se a tua alma pode estirar-se em descanso e achar a cama suficientemente larga e a colcha suficientemente larga para cobrir-te nos quartos do pecado, então és um hipócrita, e estás longe de ter um conceito claro de Cristo ou uma ideia do Seu grande valor. Mas se, por outro lado, tu sentes que embora te fosse possível afundares-te no pecado sem seres castigado, isso mesmo seria um castigo em si mesmo, e que, se pudesses possuir o mundo inteiro e permanecer nele para sempre, seria já uma desgraça o não poderes sair deste mundo, porque é ao teu Deus, sim, ao teu Deus, a quem a tua alma anseia, então anime-te porque és um filho de Deus. Apesar de todos os teus pecados e imperfeições recebe isto para teu conforto: se a tua alma não acha descanso no pecado, tu não és como o pecador é! Se tu ainda estás pedindo algo melhor, recorda que Cristo não te esqueceu, pois tu não O esqueceste inteiramente a Ele. O crente não pode viver sem o seu Senhor. As palavras são inadequadas para expressar o conceito que ele tem dEle. Nós não podemos viver sobre as areias do deserto; necessitamos do maná que cai do alto. Os nossos odres de humana confiança não podem produzir nem um pouco de humidade, mas nós bebemos da rocha que nos segue, e essa rocha é Cristo. Quando te alimentas dEle, a tua alma canta: “Ele enche a minha boca de bens, de sorte que a minha mocidade se renova como a águia.” Mas se tu não o tens a Ele, nem a tua cuba cheia de vinho nem a tua bem provida despensa te podem dar nenhuma espécie de satisfação; antes lamentar-te-ás delas com as palavras da sabedoria: “Vaidade de vaidades! É tudo vaidade.”



Tradução de Carlos António da Rocha

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