… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26 de junho

William MacDonald
Um dia de cada vez
26 de junho



“E Ele disse-lhes: Vinde vós, aqui à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco. Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer. E foram sós num barco para um lugar deserto. E a multidão viu-os partir, e muitos O conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-Se dEle. E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.” (Mc 6:31-34, ARC, Pt)

Regra geral zangamo-nos de cada vez que nos interrompem. Envergonho-me ao recordar todas as vezes que me impacientei com a demanda inesperada de alguém que me impedia de levar a cabo alguma tarefa em que me ocupava. Quiçá estivesse escrevendo, e as palavras fluíam com facilidade. De repente, soava o telefone ou alguém estava à porta com necessidade de conselho. Era uma intrusão inoportuna.

O Senhor Jesus nunca Se desgostou pelas interrupções. Aceitava-as como parte do plano de Seu Pai para esse dia. Isto dava um tremendo aprumo e serenidade à Sua vida.

Na realidade, a frequência com que nos interrompem indica o grau da nossa utilidade. Um escritor do Digest Anglican disse: “Quando te exasperares com as interrupções, trata de recordar que a sua própria frequência demonstra a utilidade da tua vida. Somente àqueles que são fortes e podem ajudar, os carregam com as necessidades dos demais. As interrupções que nos zangam são créditos que manifestam a importância do nosso serviço. A maior condenação em que podemos incorrer, e é um perigo contra o qual devemos guardar-nos, é chegar a sermos muito independentes, tão inúteis, que ninguém jamais nos interrompa, até que finalmente nos deixam sozinhos, por completo”.

Todos nos sorrimos nervosamente quando lemos do incidente ocorrido a uma ocupada dona de casa. Certo dia em que a sua agenda transbordava de atividades, viu que o seu marido chegava a casa mais cedo do que acostumado. “O que estás fazendo aqui?” perguntou-lhe com aborrecimento ainda que logo dissimulado, “vivo aqui”, respondeu o marido com um sorriso doído. Ela escreveu mais tarde: “Desde aquele dia tenho sentido a obrigação de suspender o meu trabalho cada vez que o meu marido chega a casa. Dou-lhe umas amorosas boas-vindas e faço-lhe saber que ele é realmente o mais importante”.

A cada manhã devemos encomendar o dia ao Senhor, pedindo-Lhe que solucione cada pormenor. Se alguém nos interromper, é porque Ele enviou essa pessoa. Devemos averiguar qual é a razão e socorrê-la. Essa poderia ser a atividade mais importante do dia, ainda que venha disfarçada de uma interrupção.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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