… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

29 de junho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
29  de junho

“Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes da Babilónia que foram enviados a ele a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração.” (2Cr 32:31, ARC, Pt)

EZEQUIAS estava orgulhando-se de tal forma e gabando-se tanto do favor de Deus que a justiça própria se insinuou no seu ânimo, e por causa da sua segurança carnal, a graça de Deus, nas suas ações mais enérgicas, foi-lhe retirada por um tempo. Aqui há muito que explica a insensatez que ele cometeu com os Babilónios, pois se a graça de Deus abandona o melhor Cristão, fica no seu coração pecado suficiente para fazer dele o pior dos transgressores. Sem a ajuda divina, tu, que és muito zeloso por Cristo, esfriar-te-ias até caíres numa tibieza doentia, como Laodiceia; tu, que és são na fé, ficarias branco com a lepra da falsa doutrina; tu, que agora andas diante do Senhor em bondade e em integridade cambalearias de um lado para o outro, com uma embriaguez de más paixões. Temos como a lua uma luz emprestada. Quando a graça nos ilumina, brilhamos; quando o Sol da Justiça Se oculta, estamos em trevas. Clamemos, por isso, a Deus que nunca nos desampare. “Senhor, não tires de nós o Teu Santo Espírito! Não retires de nós a Tua graça que reside no nosso íntimo. Tu não hás dito: ‘Eu, o SENHOR, a guardo e, a cada momento, a regarei; para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia a guardarei.’? SENHOR, guarda-nos em toda a parte. Guarda-nos quando estivermos no vale, para que não murmuremos contra a Tua mão que nos humilha; guarda-nos quando estivermos sobre a montanha para que não nos tornemos levianos por termos sido elevados; guarda-nos na juventude quando as nossas paixões são fortes; guarda-nos na velhice, quando presunçosos do nosso saber, demonstremos ser, por isso, mais néscios do que o jovem ou o leviano; guarda-nos quando estivermos para morrer, para que não Te neguemos nos últimos momentos! Guarda-nos enquanto vivemos; guarda-nos ao morrer; guarda-nos enquanto trabalhamos; guarda-nos enquanto sofremos; guarda-nos enquanto lutamos; guarda-nos quando repousamos; guarda-nos em toda a parte, porque necessitamos de Ti em toda a parte, oh nosso Deus!”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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