… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 3 de junho de 2017

3 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
3 de junho


“E por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensa, tanto para com Deus como para com os homens.” (At 24:16, ARC, Pt)

Numa sociedade como a nossa, e com uma natureza corrupta como a que possuímos, enfrentamo-nos constantemente com problemas éticos que provam a sinceridade do nosso compromisso com os princípios cristãos.

O estudante, por exemplo, está tentado a fazer batota nos seus exames. Se todos os diplomas ganhos desonestamente fossem devolvidos, as escolas e universidades apenas poderiam contê-los[1].

O contribuinte sempre está tentado a minimizar os seus ganhos, a exagerar os seus gastos e a ocultar alguma informação pertinente.

O suborno é o nome da intriga nos negócios, na política e na lei. O suborno perverte a justiça. Os subornos[2] vão de mão em mão para conseguir favores. As “comissões” mantêm os negócios funcionando. Os acertos financeiros apaziguam os inspetores locais que muitas vezes fazem demandas extremas e às vezes ridículas.

Quase todas as profissões estão sob diversas pressões que incitam à desonestidade. O médico cristão é chamado para que firme declarações do seguro que são patentemente falsas. O advogado deve decidir se defenderá um criminoso que sabe que é culpado, ou manejar um caso de divórcio onde ambas as partes são cristãs. O vendedor de automóveis usados luta no seu interior se deve ou não ajustar o hodómetro para mostrar uma quilometragem mais baixo. O operário enfrenta a decisão, ao unir-se a um sindicato, que se comprometerá com a violência, no caso de uma greve. Deve uma rececionista cristã servir álcool, ou tem outra opção de emprego? Deve um atleta cristão competir ao domingo, que é o dia do Senhor? Deve um empregado cristão vender cigarros que se sabe que produzem cancro?

O que é pior para um arquiteto cristão, desenhar um clube noturno ou o edifício de uma igreja modernista liberal? Deve uma organização cristã aceitar oferendas de uma cervejaria ou de um cristão que está vivendo no pecado? Deve um procurador aceitar cestas de Natal dos seus clientes?

A melhor regra para decidir está no nosso texto: “ter sempre uma consciência sem ofensa perante Deus, e perante os homens”.


[1] Ficariam as instalações completamente atulhas, não haveria espaço para outras actividades!!! (Que diplomados temos!) Nota do Tradutor
[2] Chamados “presentes”, nota do Tradutor


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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