… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
30 de junho



“E eu dei-lhes a glória que a mim me deste.” (Jo 17:22, ARC, Pt)


EIS a liberalidade superlativa do Senhor Jesus, visto que Ele deu-nos tudo o que era Seu. Se bem que com uma décima parte das Suas posses Ele teria enriquecido a um universo de anjos, mais do que pensamos, todavia, Ele não Se contentou até que nos deu tudo o que tinha. Se Ele nos tivesse permitido comer as migalhas da Sua liberalidade, que estão sob a mesa da Sua misericórdia, não nos teria surpreendido. Mas, Ele não faz as coisas pela metade, porém faz-nos sentar com Ele e faz-nos participar da festa. Se Ele só nos tivesse dado alguma pensão reduzida das Suas arcas reais, teríamos tido motivo para amá-Lo eternamente; mas não, Ele fará com que a Sua esposa seja tão rica como Ele, e Ele não terá uma glória nem uma graça da qual ela não participe. Ele só ficou satisfeito fazendo-nos Seus co-herdeiros, para que nós tivéssemos possessões iguais. Jesus pôs todos os Seus bens nas arcas da Igreja, e tem tudo em comum com os Seus redimidos. Não há na Sua casa nenhum aposento cuja chave Jesus recuse ao Seu povo. Ele dá-lhes plena liberdade para se apropriarem de tudo o que Ele tem e Ele quer que não se façam rogar, mas que tomem dos Seus tesouros tanto quanto lhes seja possível levar. A ilimitada plenitude da Sua suficiência é para o crente tão gratuita como o ar ele que respira. Cristo pôs nos lábios do crente o frasco de Seu amor e da Sua graça e pede-lhe que beba para sempre; porquanto ele pode esvaziá-lo, ele é bem-vindo para fazê-lo; mas, como ele não pode esgotá-lo, Ele pede-lhe que beba abundantemente, visto que tudo é seu. Que prova mais verdadeira de amizade poderia o Céu ou Terra dar?



“Quando estou diante do trono

Vestido não com a minha beleza;

Quando eu Te vejo como Tu és,

Amo-Te de coração sem pecado;

Então, Senhor, saberei plenamente-

Não até despois- o quanto eu devo.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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