… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
30  de junho


“Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que tu fizeste os céus e a terra com o teu grande poder e com o teu braço estendido; não te é maravilhosa demais coisa alguma.” (Jr 32:17, ARC, Pt)

Ao mesmo tempo em que os Caldeus cercavam Jerusalém, e quando a espada, a fome e a peste tinham desolado a terra, Deus ordenava a Jeremias que comprasse um campo e tivesse a escritura da transferência selada e testemunhada. Esta era uma compra estranha para que a fizesse um homem sensato. A prudência não poderia justificá-la, pois era comprar com escassa probabilidade de que a pessoa que a comprava pudesse alguma vez gozar da posse. Mas para Jeremias era suficiente que o seu Deus o mandasse, pois ele bem sabia que Deus será justificado por todos os Seus filhos. Ele raciocinava assim: “Ah! Senhor JEOVÁ! Tu podes livrar esta nação destes opressores; podes até fazer-me sentar debaixo da minha videira e da minha figueira na herdade que comprei, porque Tu fizeste os céus e a terra e não te é maravilhosa demais coisa alguma.” O fato de que ousassem fazer coisas que a razão carnal condenaria deu dignidade aos primitivos cristãos. Quer seja um Noé, que tem de construir uma arca em terra seca; ou um Abraão, que tem de oferecer o seu único filho; ou um Moisés, que tem de desprezar os tesouros do Egito, ou um Josué, que tem de sitiar Jericó durante sete dias, sem o uso de armas, apenas com o som das buzinas de chifres de carneiro, todos eles obedecem à ordem de Deus, que era contrária aos ditames da razão carnal, e, como resultado da sua obediência, Deus deu-lhes um rico galardão. Queira Deus que tenhamos na religião destes tempos modernos uma infusão mais abundante desta fé heróica em Deus. Se nos aventurássemos mais a confiar na simples promessa de Deus, entraríamos num mundo de maravilhas que ainda desconhecemos. Que o ponto de confiança de Jeremias seja nosso: não é maravilhosa demais coisa alguma para o Deus que criou os céus e a terra.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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