… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

7 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
7 de junho
“São hebreus? Também eu.” (2Co 11:22, ARC, Pt)

AQUI temos uma REIVINDICAÇÃO PESSOAL que requer provas. O apóstolo sabia que a sua reivindicação era indisputável; mas há muitas pessoas que não têm nenhum direito ao título e que, além disso, reclamam pertencer ao Israel de Deus. Se nós estamos declarando com confiança “Eu também sou um Hebreu”, que o digamos somente depois de termos esquadrinhado o nosso coração como na presença de Deus. Mas se nós podemos dar provas de que estamos seguindo a Jesus, se nós podemos dizer de coração “Eu confio nEle inteiramente, confio nEle somente, confio nEle unicamente, confio nEle agora e confio nEle para sempre”, então a posição que sustenta os santos de Deus também nos pertence: todos os seus gozos são nossas possessões. Podemos ser os últimos em Israel, “o mínimo de todos os santos”, apesar de tudo, já que as mercês de Deus pertencem a todos os santos COMO SANTOS e não como santos adiantados ou bem instruídos, nós podemos introduzir o nosso argumento e dizer: “São Hebreus? Também eu. Portanto, as promessas são minhas, a graça é minha e a glória será minha.” A reivindicação, feita corretamente, dará conforto inexprimível. Quando o povo de Deus se regozija porque Lhe pertence, que felicidade se eles podem dizer “TAMBÉM EU!” Quando eles falam de serem perdoados, justificados e aceitos no Amado, quão gozoso é responder, “Pela graça de Deus, TAMBÉM EU O SOU”! Mas esta reivindicação não só tem os seus gozos e privilégios, mas também as suas condições e deveres. Devemos compartilhar com o povo de Deus tanto a sombra como o sol. Quando ouvimos falar dos Cristãos com desprezo e ridículo, devemos adiantar-nos corajosamente e dizer: “Eu também o sou.” Quando os vemos trabalhar por Cristo, dando o seu tempo, os seus talentos e todo o seu coração a Jesus, devemos estar em condições de dizer: “Eu também faço o mesmo.” Oh que nós demonstremos a nossa gratidão por meio da nossa devoção, e que vivamos como aqueles que, tendo reivindicado um privilégio, desejam também assumir a responsabilidade ligada com ele.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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