… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 8 de junho de 2017

8 de junho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

8 de junho
“Agora verás se a minha palavra te acontecerá ou não.” (Nm 11:23, ARC, Pt)

DEUS tinha feito uma promessa positiva a Moisés de que por espaço de um mês inteiro Ele alimentaria o vasto exército no deserto com carne. Moisés, sendo surpreendido com um acesso de incredulidade, considera os meios externos e assim não pode saber como a promessa pode ser cumprida. Moisés olhou para a criatura em vez de olhar para o Criador. Mas, aguarda o Criador que a criatura cumpra a Sua promessa por Ele? Não; Aquele que faz a promessa, sempre a cumpre por Sua própria omnipotência sem nenhuma ajuda. Se Ele fala, a Sua palavra pode considerar-se como um facto, obrado por Ele mesmo. O cumprimento da Sua promessa não depende da cooperação da débil força do homem. Nós podemos notar imediatamente o erro que Moisés cometeu. E, também, como nós geralmente fazemos o mesmo! Deus prometeu suprir as nossas necessidades e nós esperamos que a criatura faça o que Deus prometeu fazer, e, então, porque compreendemos que a criatura é débil e frágil, entregamo-nos à incredulidade. Mas, por que recorremos a essa ajuda? Irias ao Pólo Norte para colher frutas amadurecidas ao sol? De facto, ao fazer isto, não obrarias mais nesciamente do que quando recorres ao fraco por força e à criatura para que faça a obra do Criador. Ponhamos, pois, esta questão sobre uma base razoável. O fundamento da fé não é a suficiência dos meios visíveis para o cumprimento da promessa, mas é a completa suficiência do Deus invisível, que com toda a certeza fará conforme ao que Ele tem dito. Se nos atrevemos a entregar-nos à desconfiança, depois de ver claramente que o obrar corresponde ao SENHOR e não à criatura, a pergunta de Deus virá a nós com poder: “Seria, pois, encurtada a mão do SENHOR?” Pode acontecer também, na Sua misericórdia, que com a pergunta brilhe com luz súbita e clara sobre as nossas almas esta bendita declaração: “Agora verás se a Minha palavra te acontecerá ou não.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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