… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

9 de junho

Oswald Chambers
My Utmost for His Highest

9 de junho ENTÃO, O QUE SE FAZ EM SEGUIDA?

“Qualquer que pede recebe …” (Lucas 11:10, ARC, Pt)

Se não recebeste, pede. Não há nada mais difícil do que pedir. Ansiamos e desejamos por determinadas coisas, e até mesmo sofremos, como resultado da sua não realização, mas até que não estejamos no limite do desespero, não pensamos em pedir. É a sensação de não sermos espiritualmente autênticos o que nos leva a pedir. Já alguma vez pediste das profundezas da tua insuficiência e pobreza totais? “Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus ...” (Tg 1:5, ARC, Pt ), porém certifica-te de que careces de sabedoria, antes de a pedires. Tu não consegues confrontar-te com a tua realidade espiritual quando o desejas. A melhor coisa a fazer, logo que tu percebes que não és espiritualmente autêntico, é pedir a Deus o controle do Espírito Santo, fundamentando o teu pedido com a promessa de Jesus Cristo (ver Lc 11:13). O Espírito Santo é o Único que torna real na tua vida tudo o que Jesus fez por ti.

Qualquer que pede recebe …” Isso não significa que não receberás se não pedires, mas isso significa que até que não chegues ao ponto de pedir, não receberás de Deus (ver Mt 5:45). Para poderes receber significa que tens de entrar na relação do filho de Deus, e então compreenderás e apreciarás mentalmente, moralmente e com compreensão espiritual, que estas coisas vêm de Deus.

“Se algum de vós tem falta de sabedoria ...” Se perceberes que tens falta, é porque entraste em contacto com a realidade espiritual— não ponhas os antolhos da razão de novo. A palavra pedir, na realidade, significa “mendigar.” Algumas pessoas são suficientemente pobres para estarem interessadas na sua pobreza, e assim também somos alguns de nós espiritualmente. No entanto, nós nunca receberemos, se pedirmos com um determinado resultado em mente, porque nós estamos pedindo para a nossa concupiscência, não por causa da nossa indigência. Um indigente não pede motivo por nenhuma outra razão que não seja a condição completamente sem esperança e aflitiva da sua pobreza. Ele não tem vergonha de mendigar— Bem-aventurados os pobres de espírito (ver Mt 5:3, ARC, Pt).


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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