… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

9 de junho


William MacDonald
Um dia de cada vez
9 de junho

“Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.” (Ap 4:8, ARC, Pt)

Quando falamos da santidade de Deus, queremos dizer que no que respeita aos Seus pensamentos, atos, motivos e em todos os outros aspetos, que Ele é perfeito espiritual e moralmente. Está absolutamente livre de pecado e de mancha.

As Escrituras dão abundante testemunho da santidade de Deus. Aqui há alguns exemplos: "Porque santo sou Eu o SENHOR vosso Deus" (Lv 19:2). "Não há santo como o SENHOR" (1Sm 2:2). "Não és Tu desde o começo, oh SENHOR, Deus meu, Santo meu?... muito limpo és de olhos para ver o mal, nem podes ver o agravo" (Hc 1:12,13). "Deus não pode ser tentado pelo mal, nem Ele tenta a ninguém" (Tg 1:13). "Deus é luz, e não há nenhumas trevas nEle" (1Jo 1:5b). "Só tu és santo" (Ap 15:4).

Nem as estrelas são limpas diante de Seus olhos (Job 25:5).

O sacerdócio e o sistema sacrificial do Antigo Testamento ensinavam, entre outras coisas, a santidade de Deus. Também mostravam que o pecado tinha criado uma distância entre Deus e o Homem, que algo devia interpor-se para encher o vazio, e que a única maneira de aproximar-se do Deus santo era sobre a base do sangue de uma vítima oferecida em sacrifício.

A santidade de Deus também foi demonstrada de maneira única na Cruz. Quando Ele olhou e viu o Seu Filho levando os nossos pecados, Deus abandonou o Seu Amado durante aquelas três horas terríveis de trevas.

A aplicação de tudo isto é evidente. A vontade de Deus é que sejamos santos: "Pois a vontade de Deus é a vossa santificação" (1Ts 4:3). "Mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1:15, ARC, Pt).

Pensar na santidade de Deus produz um profundo sentido de reverência e de temor, como aconteceu com Moisés a quem Ele disse: “Tira os sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é Terra santa.” (Ex 3:5, ARC, Pt)

Thomas Binney (1798-1874) maravilhou-se ante a santidade requerida para estar na presença de Deus:

“Eterna luz! Eterna luz!
Que pura a alma deve ser
Quando, exposta ao Teu olhar escrutinador,
Não se turva, mas com calma deleitosa
Pode ver-Te a Ti e viver.”

Os nossos corações transbordam de adoração quando consideramos (cremos) que pela fé no Senhor Jesus nos foi imputada essa pureza necessária.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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