… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de julho de 2017

1 de julho


William MacDonald
Um dia de cada vez
1 de julho

“... Mas então conhecerei como também sou conhecido.” (1Co 13:12, ARC, Pt)

É muito normal e compreensível que nós como Cristãos nos perguntemos se identificaremos os nossos seres queridos no Céu. Enquanto que não há nenhuma Escritura que trate especificamente do tema, há alguns argumentos que nos levam a uma conclusão positiva.

Em primeiro lugar, os discípulos reconheceram Jesus no Seu glorificado corpo ressuscitado. A Sua aparência física era igual. Não havia dúvida de que se tratava de “este mesmo Jesus”. Isto sugere que também teremos as nossas próprias características distintivas no Céu, embora de maneira glorificada. Nada é indicado aqui que nos veremos todos iguais. Quando se diz em 1 João 3:2 que seremos como o Senhor Jesus, significa que seremos moralmente como Ele. Quer dizer, livres para sempre do pecado e das suas consequências. Mas, certamente não nos pareceremos com Ele ao ponto de que nos cheguem a confundir com Ele. Jamais!

Segundo, não há razão para crer que conheceremos menos no Céu do que conhecemos aqui. Aqui reconhecemo-nos uns aos outros; por que deveria ser estranho que lá nos reconhecêssemos uns aos outros? Se conhecermos, então, como somos conhecidos agora, isso deve ser decisivo.

Paulo esperava conhecer os tessalonicenses no Céu. Dizia que eles eram a sua esperança, o seu gozo e a sua coroa, da qual se glorificava (1Ts. 2:19).

Há indicações na Bíblia de que às pessoas lhes é dada e lhes será dada a capacidade de reconhecer àqueles que nunca viram antes. Pedro, Tiago e João reconheceram Moisés e Elias no Monte da Transfiguração (Mt 17:4).

O homem rico no Hades reconheceu Abraão (Lc 16:24). Jesus disse aos judeus que veriam Abraão, Isaac, Jacob e a todos os profetas no Reino de Deus (Lc 13:28). Somos mandados a que façamos amigos por meio das riquezas injustas, para que nos recebam nas moradas eternas (o que assume que nos reconhecerão como seus benfeitores, Lc 16:9).

Mas há que acrescentar uma palavra de advertência! Enquanto que parece claro que identificaremos os nossos seres amados no Céu, não os conheceremos nas mesmas relações que existiam na Terra. Por exemplo, a relação esposo esposa já não estará mais vigente. Este parece ser o claro significado das palavras do Salvador em Mateus 22:30, “...na ressurreição nem se casarão nem se darão em casamento”.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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