… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 1 de julho de 2017

1 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
1 de julho

“No estio e no inverno, sucederá isso.” (Zc 14:8, ARC, Pt)

AS correntes de água viva que fluem de Jerusalém não se secavam pelos calores abrasadores do pino do verão nem tampouco se congelavam pelos frios ventos do inverno tempestuoso. Regozija-te, oh minha alma, que tu tenhas sido poupada para testificar da fidelidade do Senhor. As estações mudam, e tu também mudas, porém o teu Senhor permanece sempre o mesmo, e as correntes do Seu amor são tão profundas, tão amplas e tão completas como sempre. Os calores das ansiedades da vida e das ardentes provas fazem-me sentir a necessidade das refrescantes influências do rio da Sua graça. Eu posso ir imediatamente e beber até me saciar da inesgotável fonte, pois as suas águas correm tanto no inverno como no verão. As fontes superiores nunca são escassas, e bendito seja o nome do Senhor, as fontes inferiores também não podem falhar. Elias achou o ribeiro de Carith seco, mas o SENHOR era ainda o mesmo Deus da providência. Job disse que os seus irmãos eram como ribeiros enganosos, mas ele achou que o seu Deus era um transbordante rio de consolação. O Nilo é a grande confiança do Egito, mas as suas inundações são variáveis. O nosso Senhor é sempre o mesmo. Desviando o curso do Eufrates, Ciro tomou a cidade de Babilónia, mas nenhum poder, humano ou infernal, pode desviar a corrente da glória divina. Os cursos dos rios antigos têm sido achados secos e desolados, mas os rios que nascem nas montanhas da divina soberania e do infinito amor serão sempre achados cheios até à borda. Passam as gerações, mas a corrente da graça é inalterável. O rio de Deus canta com maior autenticidade do que o ribeiro, nestes versos:

“Os homens vêm e vão,
mas eu prossigo para sempre.”

Quão feliz és tu, minha alma, por seres conduzida a águas tão tranquilas! Nunca vás a outras fontes para que não ouças esta repreensão do Senhor: “Que te importa a ti o caminho do Egito, para beberes do rio lamacento?”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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