… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

10 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
10 de julho

“E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.” (Gn 1:5ARC, Pt)

A tarde foi “trevas” e a manhã “luz”, e, todavia, as duas unidas são chamadas pelo nome que é dado à luz sozinha! Isto é algo admirável, mas tem uma exata analogia com a experiência espiritual. Em cada crente há trevas e luz, e, contudo, não se lhe pode chamar pecador porque nele há pecado, mas santo, porque ele possui algum grau de santidade. Este será um pensamento muito reconfortante para os que lamentam as suas fraquezas e perguntam: “Posso eu ser filho de Deus enquanto há tantas trevas em mim?” Sim; visto que tu, à semelhança do dia, não recebes o teu nome da tarde, mas da manhã, e, na palavra de Deus fala-se de ti como se fosses perfeitamente santo como o serás em breve. Tu és chamado filho de luz, se bem que em ti ainda há trevas; tu és chamado pela qualidade que predomina em ti diante de Deus, qualidade que um dia será a única que perdurará. Observa que a tarde vem primeiro. Naturalmente, na ordem do tempo, primeiro somos trevas e a tristeza vem frequentemente primeiro, com os nossos funestos temores, de tal maneira que nos impulsiona a clamar em profunda humilhação: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” A manhã está em segundo lugar; esta amanhece quando a graça vence o homem pecador. O seguinte é um grande aforismo de João Bunyan: “O último permanece para sempre.” O que é primeiro dá lugar, no devido tempo, ao último; porém, nada vem depois do último. Assim que, se bem que por natureza és trevas, quando uma vez chegares a ser luz no Senhor, não haverá depois nenhuma tarde, pois “nunca mais se porá o teu sol.” O primeiro dia nesta vida é uma tarde e uma manhã, mas o segundo dia, quando estivermos com Deus para sempre, será um dia não com tarde, mas um meio-dia sagrado, elevado e eterno.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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