… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 11 de julho de 2017

11 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
11 de julho

“Não que já a tenha alcançado ou que seja perfeito.” (Fl 3:12, ACF, Pt)

Na meditação de ontem vimos que a nossa conduta deve encaixar com o nosso credo. Mas para equilibrar o tema devemos acrescentar dois pré-requisitos.

Primeiro, devemos reconhecer que jamais poderemos viver plena e completamente a verdade de Deus enquanto estejamos neste mundo. Depois de termos feito o melhor que possamos, ainda temos de dizer que somos servos inúteis. Mas não devemos empregar este facto para desculpar o nosso fracasso ou a nossa mediocridade: a nossa obrigação é procurar encurtar continuamente a distância entre o nosso falar e as nossas vidas.


A segunda consideração é esta. A mensagem é sempre maior que o mensageiro, não importa quem seja ele. Andrew Murray dizia: “Nós que somos os servos do Senhor, mais cedo ou mais tarde teremos de pregar palavras que nós mesmos somos incapazes de cumprir”. Trinta e cinco anos depois de escrever o livro “Permanecei em Cristo”, escreveu: “Eu gostaria que entendêsseis que um ministro ou um autor cristão frequentemente pode ser guiado a dizer mais do que experimentou. Eu não tinha experimentado (quando escreveu ‘Permanecei em Cristo’) tudo o que escrevi. Ainda não posso dizer que já tenho experimentado tudo”.

A verdade de Deus é suprema e sublime. Com respeito ao Seu caráter sobrenatural Guy King escreveu: “Faz-nos temer que alguém a manche com apenas tocá-la”. Mas, devemos negar-nos a anunciá-la, simplesmente, porque não alcançamos os seus píncaros mais altos? Pelo contrário, proclamá-la-emos, ainda que ao fazê-lo nos condenamos a nós mesmos. Ainda que fracassemos em experimentá-la, faremos com que seja a aspiração dos nossos corações.

Uma vez mais devemos enfatizar que estas considerações nunca hão de empregar-se para desculpar uma conduta que seja indigna do Salvador. Devem, além disso, tirar-nos a possibilidade de condenarmos injustificadamente a um verdadeiro homem de Deus só porque a sua mensagem algumas vezes voa a alturas que nem mesmo ele ainda alcançou. Não devem privar-nos de reter todo o conselho de Deus, mesmo se ainda não o experimentámos plenamente. Deus conhece os nossos corações. Sabe se somos praticantes hipócritas ou apaixonados aspirantes.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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