… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

12 de julho

Aos Pés Do Mestre
(At the Master’s feet),
Compilado por Audie G. Lewis
das obras de
C. H. Spurgeon

12 de julho UM DEUS DE CARNE

“Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz na agilidade do varão. O Senhor agrada-se dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.” (Sl 147:10-11, ARC, Pt)

É bom ser sábio e estudioso, e quanto mais possas cultivar a tua mente, melhor: porém, recorda as palavras do Apóstolo: “Não são muitos os sábios, segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres.” (1Co 1:26, ARC, Pt) Com frequência, a sabedoria que provém somente da mente natural pode converter-se em escamas para o olho espiritual, ao esconder da alma a visão bendita que é a única que a pode salvar. É certo, tanto no aspecto mental como no físico, que o Senhor não Se compraz em nenhuma das faculdades que o homem possui, se ele está destituído da guia de Deus.

Outra coisa em que o Senhor não Se compraz é na chamada auto suficiência, da que tanto se fala na atualidade. Esta é somente outra forma de “força do cavalo” e de “agilidade do varão”. Alguns homens sentem-se orgulhosos de dizer que se formaram a si mesmos, e em general observo que adoram ao seu criador! Ao crer que se formaram a si mesmos, são devotos de si mesmos; mas um homem que se formou a si mesmo está mal formado. Aquilo que provém do homem não é mais que uma corrente poluída de uma fonte impura; da maldade nasce a maldade, e uma natureza depravada dá lugar à depravação. É somente quando Deus nos faz novas criaturas em Cristo Jesus que nos sentimos felizes de ser criaturas, e a Ele devemos dar toda a glória. É néscio adorar a um deus de madeira ou de pedra; do mesmo modo é néscio adorar a um deus de carne e é ainda mais néscio quando esse deus és tu mesmo.

Através da Bíblia num ano: 1Tm 1-2





 Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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