… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
14 de julho

“Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.” (2Co 4:2, ARC, Pt)


Na meditação do dia de ontem, notámos três áreas nas quais as seitas ficam a descoberto, como equivocadas, no que à fé cristã diz respeito, que uma vez foi dada aos santos. Há outras características das seitas das quais não só devemos estar conscientes, mas também as devemos evitar cuidadosamente nas nossas próprias assembleias cristãs.

Por exemplo, os seus líderes constroem o que poderíamos chamar o culto à personalidade, apresentando-se a si mesmos como uns messias ou uns prodígios. Os homens com carisma exercem frequentemente um controle severo e autocrático sobre o povo, demandando submissão e ameaçando com medidas extremas de castigo se não lhe obedecerem.

Com frequência afirmam ser possuidores exclusivos da verdade, fazendo declarações arrogantes a respeito dos seus distintivos doutrinais e criticam a todos os outros grupos que não estão de acordo com eles. Alguns dizem combinar o melhor de outras doutrinas para assim ter a última palavra. Presumem que ninguém pode ser plenamente feliz a menos que seja iniciado nos seus mistérios.

Tratam de isolar os seus membros de todos os outros mestres, de todo aquele que professa ser crente e de livros escritos por outros que não sejam os de seus próprios líderes.

Frequentemente prescrevem um estilo de vida legalista que vem a converter-se num sistema de escravidão. Igualam a santidade a certos rituais e observâncias que os homens podem fazer por sua própria força e não pela vida divina.

Exploram as pessoas financeiramente por meio de um sistema de astutas manipulações psicológicas. Os chefes vivem no esplendor e no luxo, enquanto que os seus seguidores estão reduzidos à pobreza.

Muitas das seitas são salteadores de ovelhas, que conduzem ataques contra outras instituições religiosas em vez de alcançar aos que ainda estão fora da igreja.

Põem ênfase incorreta sobre uma ou mais doutrinas, descuidando por completo áreas vitais da revelação divina. Tratam aqueles que ensinam a verdade como inimigos. Por isso Paulo perguntou aos gálatas legalistas: “Tenho-me feito, pois, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?” (Gl 4:16).

É lamentável que algumas destas atitudes ou ações se introduzam nas sãs assembleias, mas, enquanto estejamos no corpo, dever-nos-emos guardar contra elas zelosamente.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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