… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14 de julho

Oswald Chambers
My Utmost for His Highest

14 de julho  SOFRENDO AFLIÇÕES E CAMINHANDO A SEGUNDA MILHA

“Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” (Mt 5:39, ARC, Pt)

Este versículo revela a humilhação de se ser Cristão. No domínio da vida natural, se uma pessoa não riposta, é porque ela é um covarde. Porém, no domínio da vida espiritual, o não ripostar é a verdadeira evidência do Filho de Deus que vive dentro dele. Quando és insultado, não só não deves ofender-te com isso, mas deves converter isso numa oportunidade para mostrares o Filho de Deus na tua vida. E tu não podes imitar a natureza de Jesus— ou ela existe em ti ou não existe. Um insulto pessoal torna-se numa oportunidade para qualquer santo revelar a incrível doçura do Senhor Jesus.

O ensino do Sermão do Monte não é “Faz o teu dever”, mas é, com efeito, “Faz o que não é o teu dever.” Não é teu dever caminhar a segunda milha, ou oferecer-lhe a outra face, porém, Jesus disse que se somos Seus discípulos, faremos sempre essas coisas. Não diremos: “Oh, bem, eu não posso fazer mais nada, e eu tenho sido tão mal interpretado e incompreendido.” De todas as vezes que eu insisto em defender os meus próprios direitos, eu ofendo o Filho de Deus, quando, de facto, eu posso impedir Jesus de ser ofendido se eu recebesse o golpe em mim mesmo. Esse é o verdadeiro significado de cumprir “na minha carne o resto das aflições de Cristo ...” (Cl 1:24, ARC, Pt). Qualquer discípulo compreende que o que está em jogo na sua própria vida, não é a sua própria honra, mas é a honra do seu Senhor.

Nunca andes em busca de retidão em outra pessoa, porém, tu mesmo nunca deixes de ser justo. Estamos sempre à busca de justiça, porém a essência do ensino do Sermão da Montanha é— Nunca andes em busca de justiça, mas nunca deixes tu de a administrar.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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