… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 15 de julho de 2017

15 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
15 de julho


“Ide, porém, e aprendei o que significa: misericórdia quero, e não sacrifício.” (Mt 9:13, ARC, Pt)

Deus está muito mais interessado em como tratamos os demais que no número de cerimónias religiosas nas quais participamos. Prefere misericórdia a sacrifício. Coloca a moralidade prática por cima dos rituais. Poderia parecer estranho ler que Deus não deseja sacrifício, porque foi Ele quem instituiu em primeiro lugar o sistema sacrificial. Mas não há contradição. Enquanto que é verdade que Ele ordenou às pessoas que trouxessem sacrifícios e oferendas, nunca teve a intenção de que estas tomassem o lugar da justiça e da bondade. “Fazer justiça e juízo é ao SENHOR mais agradável do que o sacrifício” (Pv 21:3).

Os profetas do Antigo Testamento encolerizavam-se contra o povo que observava os rituais adequados e apesar disso estafavam e oprimiam o seu próximo. Isaías advertiu-os de que Deus estava enfastiado dos seus holocaustos e dos seus dias de festa religiosos enquanto oprimiam o órfão e a viúva (Is 1:10-17). Também lhes disse que o jejum que Deus desejava era que tratassem com justiça os seus empregados, dessem de comer ao faminto e vestissem o pobre (Is 58:6-7). A menos que as suas vidas fossem retas, pouco importava que oferecessem em sacrifício a cabeça de um cão ou o sangue de um porco (Is 66:3).

Amós exortou o povo a que deixasse as suas observâncias religiosas porque Deus aborrecia esses rituais enquanto a justiça e a misericórdia não fluíssem como poderosa corrente (Am 5:21-24). Miquéas aconselhou-os de que o que Deus desejava mais do que um ritual era a realidade, a realidade da justiça, da misericórdia e da humildade (Mq 6:6-8).

Nos dias de nosso Senhor, os fariseus fizeram-se merecedores de burla por pretenderem ser religiosos fazendo orações públicas prolongadas enquanto devoravam as casas das viúvas (Mt 23:14). Eram muito cuidadosos para dar ao Senhor uma décima parte da hortelã dos seus jardins, mas todas estas práticas jamais poderiam tomar o lugar da justiça e da fé (Mt 23:23). É inútil que tragamos as nossas oferendas ao Senhor se o nosso irmão tiver uma queixa válida contra nós (Mt 5:24); o dom é aceitável somente depois de que o erro tenha sido retificado. Assistir regularmente na igreja nunca servirá para encobrir os negócios desonestos levados a cabo durante a semana. De nada serve dar de presente à nossa Mãe uma caixa de bombons no Dia da Mãe se a tratarmos com desprezo durante todo o ano, ou obsequiar uma camisa ao nosso Pai no Dia do Pai se não lhe mostrarmos o amor e o respeito que merece no resto do tempo.

A Deus não O enganamos com rituais ou com a aparência. Ele vê o coração e a nossa conduta dia após dia.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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