… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 15 de julho de 2017

15 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
15 de julho

“Apareceu primeiramente a Maria Madalena.” (Mr 16:9, ARC, Pt)

Jesus “apareceu primeiramente a Maria Madalena”, não só, provavelmente, por causa do seu grande amor e da sua busca perseverante, mas porque como o contexto dá a entender, ela havia sido um troféu especial do poder libertador de Cristo. Aprendamos disto que a grandeza dos pecados cometidos antes da nossa conversão não deveria fazer-nos pensar que nós não podemos ser especialmente favorecidos com o mais alto grau de comunhão. Ela era uma pessoa que tinha deixado tudo para transformar-se numa fiel servidora do Salvador. Ele era o seu primeiro e principal objeto. Muitos que estavam do lado de Cristo, não tomaram a cruz de Cristo. Mas ela tomou-a. Ela gastou os seus bens para auxiliar às necessidades do Senhor. Se nós queremos ver muito de Cristo, sirvamo-Lo. Diz-me quais são aqueles que se sentam mais frequentemente debaixo da bandeira do Seu amor e bebem profundos goles da taça da comunhão, e, eu tenho a certeza de que serão os que dão mais, os que servem melhor e os que permanecem mais unidos ao coração a sangrar do seu querido Senhor. Porém, observa como Cristo Se revela a esta mulher aflita com uma só palavra: “Maria.” Ela necessitou apenas que Ele pronunciasse uma só palavra, e, imediatamente, ela conheceu-O; e o seu coração manifestou fidelidade por outra palavra, da qual estava muito cheio para dizer mais. Aquela palavra devia ser a mais apropriada para a ocasião, pois ela implica obediência. Ela disse: “Mestre.” Não há nenhum estado de ânimo para o qual esta confissão de lealdade será muito fria. Não; quando o teu espírito arda mais com o fogo celestial então dirás: “Sou teu servo, soltaste as minhas ataduras.” Se tu podes dizer “Mestre”, se tu sentes que a Sua vontade é a tua vontade, então estás num lugar de felicidade e santidade. Ele teve de dizer “Maria”, senão tu não terias podido dizer “Raboni.” Observa, então, em tudo isto, como Cristo honra aos que O honram; como o amor atrai o nosso Amado; como só é necessário a Sua palavra para mudar o nosso pranto em regozijo; como a Sua presença ilumina o coração.

Tradução de Carlos António da Rocha

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