… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 16 de julho de 2017

16 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

16 de julho

“Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou. Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras e se compadecem do seu pó.” (Sl 102:13-14, ARC, Pt)

UM homem egoísta que passa pela aflição é muito difícil de confortar, pois as fontes do seu conforto estão inteiramente nele e quando ele está triste todas essas fontes se secam. Mas um homem generoso, cheio de filantropia cristã, tem outras fontes além das que estão nele para se prover de conforto. Ele pode, acima de tudo, ir para o seu Deus, e achar ali abundante ajuda; e ele pode também achar argumentos para conseguir conforto nas coisas relativas ao mundo, em geral, a respeito do seu país e, sobretudo, a respeito da Igreja. David, neste salmo, estava muito aflito e escreveu assim: “Sou como um mocho nas solidões. Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.” A única maneira na qual ele podia confortar-se a si mesmo era na reflexão de que Deus Se levantaria e teria misericórdia de Sião. Se bem que ele estava triste, entretanto, Sião prosperaria. Por mais que ele estivesse abatido, Sião, apesar de tudo, levantar-se-ia. Cristão! Aprende a confortar-te no trato bondoso que Deus dá à Igreja. O que é tão querido para o teu Mestre, não deveria sê-lo também para ti sobre todas as coisas? O que importa que o teu caminho seja escuro; não podes tu alegrar o teu coração com os triunfos da cruz e a difusão da verdade? As nossas angústias pessoais são esquecidas enquanto nós olhamos não só para o que Deus tem feito e está fazendo por Sião, mas para as coisas gloriosas que Ele fará ainda a favor da Sua Igreja. Prova esta receita, Oh crente, sempre que o teu coração esteja triste e o teu espírito abatido: esquece-te de ti mesmo e das tuas pequenas inquietações e busca o bem-estar e a prosperidade de Sião. Quando dobrares os teus joelhos em oração a Deus, não limites as tuas petições ao círculo estreito da tua própria vida, por mais provada que ela esteja, mas eleva as tuas orações fervorosas a favor da prosperidade da Igreja; “ora pela paz de Jerusalém” e a tua alma será refrigerada.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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