… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 18 de julho de 2017

18 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

18 de julho

“Estes marcharão no último lugar; segundo as suas bandeiras.” (Nm 2:31, ARC, Pt)

O acampamento de Dan ia na retaguarda, quando os exércitos de Israel se puseram em marcha. Os de Dan eram os últimos, mas o que importava a posição, se eles faziam parte das hostes tão verdadeiramente como as tribos que partiam à cabeça. Ele seguiam a mesma coluna de fogo, comiam do mesmo maná, bebiam da mesma rocha espiritual e viajavam para a mesma herança. Vem, meu coração, alegra-te; se bem que sejas o último e o mais pequeno, tens o privilégio de estar no exército, e de viajar como viajam os que vão na vanguarda. Alguém tem de ser o último na honra e na estima, alguém tem de fazer para Jesus os trabalhos humildes, e por que não eu? Numa aldeia pobre, entre gente ignorante; ou numa rua das traseiras, entre pecadores degradados, eu continuarei trabalhando “marcharei no último lugar; segundo a minha bandeira.”

Os de Dan ocupavam um lugar muito útil. Os atrasados tinham de ser recolhidos durante a marcha, e os bens perdidos tinham de ser apanhados do campo. Os espíritos veementes podem lançar-se por veredas não trilhadas, com o fim de aprender novas verdades e de ganhar mais almas para Cristo; mas outros, que são mais moderados, estão bem ocupados em trazer à memória da Igreja a sua antiga fé e em restaurar os seus filhos débeis. Cada posição tem os seus deveres, e os filhos de Deus, que marcham lentamente, acharão a sua própria posição, na qual poderão ser motivo de grande bênção à hoste inteira.

A retaguarda é um lugar de perigo. Há inimigos tanto atrás como em frente de nós. Os ataques podem vir de qualquer direção. Lemos que Amalec atacou a Israel e matou a alguns da retaguarda. O Cristão experimentado achará abundante trabalho ajudando às pobres almas que duvidam, abatidas e inconstantes, que marcham na retaguarda na fé, no conhecimento e no gozo. Estas almas não têm de ficar sem ajuda; seja, pois, a tarefa dos santos, levar as suas bandeiras com os últimos. Minh’alma, que tu hoje veles carinhosamente para ajudares o derradeiro.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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