… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 18 de julho de 2017

18 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

18 de julho

“Ninguém apertará a seu irmão; irá cada um pelo seu carreiro.” (Jl 2:8, ARC, Pt)

AS locustas formam sempre a sua fila, e, se bem que o seu número seja legião, elas não se amontoam umas sobre as outras para pôr as suas colunas em confusão. Este feito notável na história natural mostra como o Senhor infundiu no Seu Universo o espírito de ordem, já que as mais pequenas criaturas vivas são tão dirigidas por Ele como o são as esferas celestes ou os seráficos mensageiros. Seria prudente que o crente se deixasse reger pela mesma influência em toda a sua vida espiritual. Nos seus dons cristãos nenhuma virtude deve usurpar a esfera da outra ou devorar as entranhas das demais para seu próprio sustento. O afeto não deve afogar a honradez; a coragem não deve arrastar a debilidade para fora do campo; a modéstia não deve atropelar a energia e a paciência não deve chacinar a resolução. Assim também com os nossos deveres: um não deve interferir com o outro. A utilidade pública não deve prejudicar a piedade privada. A obra da Igreja não deve empurrar para um canto o culto familiar. É mau oferecer a Deus um dever manchado com o sangue de outro. Cada coisa é formosa no seu tempo, mas não de outro modo. Foi aos Fariseus a quem Jesus disse: “Deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir aquelas.” A mesma regra aplica-se à nossa posição pessoal. Nós devemos procurar conhecer o nosso lugar, ocupá-lo e conservá-lo. Devemos ministrar de acordo com o dom que o Espírito nos tem dado e não nos metermos nos domínios do nosso conservo. O nosso Senhor ensinou-nos que não ambicionássemos os altos postos, mas que estivéssemos dispostos a ser os mais pequenos entre os irmãos. Longe de nós o sermos de espírito invejoso; que nós sintamos a força do mandamento do Mestre e obremos como Ele nos ordena, formando fila com o resto do exército. Que esta noite vejamos se estamos guardando a unidade do Espírito no vínculo da paz, e que oremos a fim de que em todas as Igrejas do Senhor Jesus possa prevalecer a paz e a ordem.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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