… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

19 de julho


Oswald Chambers
My Utmost for His Highest

19 de julho A SUBMISSÃO DO CRENTE

“Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou.” (Jo 13:13, ARC, Pt)

O nosso Senhor nunca insiste em ter autoridade sobre nós. Ele nunca diz: “Submeter-te-ás a Mim.” Não, Ele deixa-nos inteiramente livres para escolhermos— tão livres, de facto, que podemos cuspir no Seu rosto ou podemos fazê-Lo sofrer a pena de morte, como outros fizeram, e não obstante, Ele nunca dirá uma palavra. Mas, logo que a Sua vida foi criada em mim através da Sua redenção, eu imediatamente reconheço o Seu direito a [ter] absoluta autoridade sobre mim. É um domínio completo e eficaz, no qual eu reconheço que “Tu és digno, ó Senhor ...” (Ap 4:11). É simplesmente a indignidade dentro de mim que se recusa a curvar-se ou submeter-se a alguém que é digno. Quando encontro alguém que é mais santo do que eu, e eu não reconheço a sua dignidade, nem obedeço às instruções que ele me dá, isto é um sinal da minha própria indignidade que está sendo revelada. Deus educa-nos, usando estas pessoas que são um pouco melhores do que nós, não intelectualmente melhores, mas mais santas. E Ele continua a fazê-lo até que nós voluntariamente nos submetamos. Depois, cada atitude da nossa vida é de uma completa obediência a Ele.

Se o nosso Senhor insistisse na nossa obediência, Ele simplesmente tornar-Se-ia um tirano e deixaria de ter qualquer autoridade real. Ele nunca insiste na obediência, mas quando nós realmente O vemos, obedecermos-Lhe instantaneamente. Então, facilmente Ele é o Senhor da nossa vida, e nós vivemos para adorá-Lo, desde a manhã até à noite. O nível do meu crescimento na graça é revelado pela maneira como eu considero a obediência. Devemos ter uma visão muito mais dilatada da palavra obediência, resgatando-a da lama do mundo. A obediência só é possível entre pessoas que são iguais na sua relação com os outros; como a relação entre pai e filho, não como a relação entre amo e [seu] servo. Jesus mostrou este tipo de relação quando disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10:30). “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” (Hb 5:8, ARC, Pt). O Filho, nosso Redentor foi obediente, porque Ele era o Filho, não para que Se tornasse o Filho de Deus.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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