… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

19 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

19 de julho

“O SENHOR, nosso Deus, nos fez ver a sua glória.” (Dt 5:24, ARC, Pt)

O grande desígnio de Deus em todas as Suas obras é a manifestação da Sua própria glória. Qualquer outro desígnio inferior a este seria indigno dEle. Mas, como se manifestará a glória de Deus a criaturas caídas como somos nós? O olho do homem não é sincero; ele olha sempre para a sua própria reputação; ele tem um conceito demasiado elevado dos seus talentos, e, portanto, ele não está em condições de contemplar a glória do SENHOR. É claro, então, que o egoísmo deve ser eliminado a fim de que haja lugar para que Deus seja exaltado. E esta é a razão porque Deus frequentemente põe o Seu povo em apertos e dificuldades: para que ele seja consciente da sua própria insensatez e debilidade, esteja em condições de contemplar a majestade de Deus quando Ele vem salvá-lo. Aquele cuja vida é como um caminho plano e fácil, verá muito pouco da glória do SENHOR, porque ele tem escassas ocasiões para livrar-se do egoísmo, e daí que ele não esteja em condições de ser cheio com a revelação de Deus. Aqueles que navegam em ribeiros e riachos sabem muito pouco do Deus das tempestades, mas os que “mercando nas grandes águas”, vêem “as Suas maravilhas no profundo.” No meio das enormes ondas da aflição, da pobreza, da tentação e do vitupério nós aprendemos o poder do SENHOR, porque sentimos a pequenez do homem. Agradece a Deus, então, se Ele te tem conduzido pelos caminhos espinhosos, pois é precisamente isso o que te tem feito experimentar a grandeza e a misericórdia de Deus. As tuas provações têm-te enriquecido com um caudal de conhecimento que não é possível obteres por outros meios. As tuas aflições têm sido a fenda da penha na qual o SENHOR te pôs, como Ele fez com o Seu servo Moisés, para que contemples a Sua glória enquanto ela passa. Louva a Deus porquanto tu não tens sido deixado para a escuridão e a ignorância em que a continuada prosperidade te poderia ter envolvido, mas que no rude combate da aflição, tu tenhas sido capacitado para os esplendores da Sua glória nas Suas relações maravilhosas contigo.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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