… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de julho de 2017

2 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
2 de julho


“Nele se alegra o nosso coração.” (Sl 33:21, ARC, Pt)

É bendito o facto de que os Cristãos podem regozijar-se até na angústia mais profunda. Se bem que os cerquem a aflição, eles cantam; e, à semelhança de muitos pássaros, eles cantam melhor quando estão nas suas gaiolas. As ondas podem rolar por cima deles, mas as suas almas logo surgirão e verão a luz do rosto de Deus. Eles estão possuídos de um espírito de alegria que lhes conserva sempre as suas cabeças acima da água, e os ajuda a cantarem no meio da tempestade: “Cristo está constantemente comigo.” A quem se dará a glória? Oh! A Jesus!, pois esta alegria vem dEle. A aflição não traz por si mesma, necessariamente, consolação ao que crê, mas a presença do Filho de Deus no forno ardente, onde ele está, enche de gozo o seu coração. O crente está doente e sofrendo, mas Jesus visita-o e prepara-lhe a sua cama para ele. Ele está moribundo, e as frias águas do Jordão vão-lhe subindo até ao pescoço, mas Jesus põe-Lhe os Seus braços em redor dele e diz-lhe: “Não temas, amado; morrer é ser bem-aventurado; as águas da morte têm a sua fonte principal no Céu. Elas não são amargas, mas doces como néctar, pois fluem do trono de Deus.” Quando o santo que falece vadeia o rio, e as ondas se amontoam ao seu redor, e o coração e a carne o abandonam, a mesma voz soa nos seus ouvidos: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus.” À medida que ele se aproxima dos umbrais do infinito ignorado, e se sente quase assustado por  entrar no reino das sombras, Jesus diz-lhe: “Não temas, porque a vosso Pai agradou dar-vos o Reino.” Fortalecido e consolado desta maneira, o crente não teme morrer; ou melhor, ele está desejando partir, pois desde que ele viu Jesus como a estrela da manhã, ele anseia contemplá-Lo como o sol no seu esplendor. Verdadeiramente, a presença de Jesus é todo o Céu que podemos desejar. Ele é ao mesmo tempo

“A glória dos nossos dias mais brilhantes;
O conforto das nossas noites.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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