… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 2 de julho de 2017

2 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
2 de julho

“A ti clamarei, ó SENHOR, rocha minha; não emudeças para comigo; não suceda, calando-te tu a meu respeito, que eu me torne semelhante aos que descem à cova.” (Slm 28:1, ARC, Pt)

O clamor é a expressão natural da dor e uma expressão apropriada, quando todas as outras formas de súplica nos falham. Mas o clamor deve ser dirigido só ao SENHOR, pois clamar ao homem é como dirigir os nossos rogos ao ar. Quando nós considerarmos a prontidão do Senhor para ouvir e a Sua capacidade para nos ajudar, veremos boas razões para dirigir imediatamente ao Deus da nossa salvação todos os nossos rogos. Será em vão clamar às rochas no dia do julgamento, mas a nossa Rocha atende os nossos rogos.

“Não emudeças para comigo.” Os meros formalistas podem ficar satisfeitos sem que as suas orações sejam respondidas, mas os suplicantes sinceros não podem. Eles não se satisfazem com os resultados da própria oração, tranquilizando a mente e submetendo a vontade; eles têm de ir além disso, e conseguir respostas reais do Céu, ou eles não podem descansar. E essas respostas eles anseiam-nas receber imediatamente, pois eles temem até o mais breve silêncio de Deus. A voz de Deus é frequentemente tão terrível que sacode o deserto; mas o Seu silêncio é igualmente espantoso para o suplicante ansioso. Quando parece que Deus fecha os Seus ouvidos, não devemos nós fechar as nossas bocas, mas, antes, clamar com mais fervor, pois quando a nossa voz se eleva com ansiedade e dor, Ele não demorará muito em nos ouvir. Que espantoso seria para nós se o Senhor não respondesse nunca às nossas orações! “Não suceda, calando-te tu a meu respeito, que eu me torne semelhante aos que descem à cova.” Privados de Deus, que responde às orações, estaríamos numa condição mais lastimosa do que o morto na sepultura, e logo descenderíamos ao mesmo nível dos perdidos no inferno. Temos de ter respostas à oração. O nosso caso é um caso urgente, de extrema necessidade. De facto, o Senhor dará paz às nossas mentes agitadas, porquanto Ele nunca permitirá que os Seus escolhidos pereçam.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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