… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
20 de julho

“O homem que tem amigos tem de mostrar-se amigo.” (Pv 18:24, RV60)


Mesmo que todas as versões modernas traduzam este versículo de modo diferente, as versões mais velhas e fiéis conservam escrupulosamente a valiosa verdade de que a amizade deve cultivar-se. Floresce quando a atendemos e morre quando a descuidamos.

Um editorial da revista ‘Decisão’ dizia: “As amizades não surgem simplesmente; há que cultivá-las, quer dizer, trabalhá-las. Não se baseiam em receber senão em dar. Não são só para os bons tempos mas também para os maus. Não ocultamos as nossas necessidades a um verdadeiro amigo. Tampouco nos apegamos a um amigo só para receber a sua ajuda”.

Vale a pena conservar um bom amigo. Está a teu lado quando te acusam falsamente. Elogia-te por tudo o que é digno de louvor e é franco para assinalar as áreas em que necessitas melhorar. Mantém-se em contacto através dos anos, compartilhando as tuas tristezas e alegrias.

Manter-se em contacto é importante. Por exemplo, por meio de cartas, cartões postais, chamadas telefónicas e visitas. Mas a amizade é uma rua de dois sentidos. Se deixo de escrever ou de responder às cartas, estarei dizendo que não considero a amizade tão valiosa para que prossiga. Estou muito ocupado, não desejo que me incomodem ou detesto escrever cartas. Poucas amizades podem sobreviver ao abandono contínuo.

A nossa renúncia para comunicar é frequentemente uma forma de egoísmo. Pensamos em nós mesmos, no tempo, no esforço e no custo implicados. A verdadeira amizade pensa nos outros, como os podemos animar, consolar, alegrar e ajudar; como lhes podemos ministrar alimento espiritual.

Quanto devemos aos amigos que de nós se aproximam com uma palavra do Espírito quando dela mais se necessita! Houve um tempo na minha vida quando me sentia muito desanimado por uma profunda deceção no serviço cristão. Um amigo que não sabia da minha desilusão escreveu-me uma animada carta em que citava Isaías 49:4 (ARC, Pt), “Porém eu disse: Debalde tenho trabalhado, inútil e vãmente gastei as minhas forças; todavia o meu direito está perante o SENHOR, e o meu galardão perante o meu Deus.” Era justamente a palavra de que necessitava para me levantar e de novo pôr-me a trabalhar.

Challes Kingsley escreveu:

“Podemos olvidar a um amigo,
Podemos olvidar a um rosto,
Que nos alegrou até ao fim,
Que nos animou na nossa carreira?
Para com as almas divinas,
Quão profunda é a nossa dívida!
Ainda que pudéssemos, não as esqueceríamos.”

A maioria de nós tem apenas alguns amigos íntimos na vida. Sendo isto assim, devemos manter, com toda a firmeza, essas amizades fortes e saudáveis.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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