… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 21 de julho de 2017

21 de julho


William MacDonald
Um dia de cada vez
21 de julho

“Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.” (1Pe 5:7, ARC, Pt)

É possível viver uma longa, uma vida muito longa como crente e nunca aprender a lançar sobre o Senhor a nossa ansiedade. Podemos memorizar o versículo e ainda pregá-lo a outros, e não obstante, jamais levá-lo à prática nas nossas vidas. Sabemos teologicamente que Deus cuida de nós, que está interessado nos nossos assuntos e de que é capaz de tomar conta das nossas maiores ansiedades, até mais do que poderíamos imaginar. Contudo, insistimos em dar voltas nas nossas camas de noite, inquietos, lamentando-nos e imaginando o pior.

Não deve ser desse modo. Tenho um amigo que enfrenta mais problemas e dores de cabeça do que a maioria das pessoas que nós conhecemos. Se tivesse que levá-los por si mesmo, seria um caso perdido. O que é que ele faz? Leva-os ao Senhor e ali os deixa, levanta-se dos seus joelhos, mete-se na cama, canta uns quantos versos de um hino e em pouco tempo está profundamente adormecido.

Bill Bright disse uma vez a LeRoy Eims: “LeRoy, encontrei um grande consolo em 1 Pedro 5:7. Cheguei à conclusão na minha própria vida que, ou levo eu as minhas cargas ou as leva Jesus. Não podemos levá-las ambos e tenho decido lançá-las sobre Ele”.

Eims decidiu provar. Escreveu: “Fui para o meu quarto e comecei a orar. Fiz o que Bill me havia dito com todas as minhas forças. Durante meses tinha andado com um pesado nó no meu estômago. Pude sentir realmente que o nó se ia. Experimentei a libertação de Deus. Não, o problema não se foi, e não se foi até este dia. Mas a carga tinha ido embora. Já não passo mais noites em branco. Nem sofro para dormir. Posso enfrentar honestamente as cargas com um espírito gozoso e agradecimento de coração”.

A maioria de nós pode identificar-se com aquele que escreveu:

“É a vontade de Deus que eu lance,
diariamente, a minha ansiedade sobre Ele.
Ele também me pede
que não deixe de confiar nEle.

Mas, oh quão nesciamente eu atuo
Quando, tomado pelo improviso,
abandono a minha confiança
E todas as minhas preocupações levo.”

E, em todo o tempo, o Salvador nos diz:

Não leves nem um só afã,
Um só é muito para ti. 
A obra é Minha, só Minha
A tua obra é: descansa em Mim.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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