… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de julho de 2017

22 de julho


William MacDonald
Um dia de cada vez
22 de julho

“Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.” (Lc 19:8, ARC, Pt)

Assim que Zaqueu abriu o seu coração ao Senhor Jesus, um instinto divino disse-lhe que devia restituir as extorsões do passado. Partindo do texto, este pode dar a impressão de que haverá alguma dúvida quanto a se ele tinha extorquido indevidamente dinheiro a alguém ou não; mas é razoável crer que o “se” significa “já que”, no caso deste coletor de impostos. Tinha conseguido dinheiro desonestamente, sabia, e estava determinado a fazer algo a esse respeito.

A restituição é uma doutrina bíblica e uma boa prática bíblica. Quando nos convertemos, devemos restaurar ao dono legítimo as coisas que injustamente lhe surripiáramos. A salvação não desculpa a uma pessoa de retificar os erros do passado. Se antes da salvação roubou dinheiro, um verdadeiro sentido da graça de Deus requer que este dinheiro seja devolvido. Até mesmo as dívidas legítimas contraídas durante os dias em que não estávamos convertidos não são canceladas pelo novo nascimento.

Há anos atrás, quando centenas de pessoas foram salvas em Belfast sob a pregação de W. P. Nicholson, as fábricas locais tiveram que construir enormes armazéns para guardar as ferramentas roubadas que os novos convertidos devolveram.

Seria necessário construir imensos depósitos neste país para albergar os espólios roubados somente nas Forças Armadas. Sem dizer nada da fuga constante de ferramentas, provisões e mercadoria que sai ilegalmente das fábricas, armazéns, escritórios e das lojas.

É ideal que, quando um crente restitua algo, o faça no Nome do Senhor Jesus. Por exemplo: “Furtei estas ferramentas quando trabalhava para você há anos, mas fui salvo recentemente e a minha vida foi transformada pelo Senhor Jesus Cristo. Ele pôs no meu coração devolver as ferramentas e pedir-lhe perdão”. Desta maneira, a glória recebe-a o Salvador, pois é a Ele a quem ela pertence.

Apresentam-se circunstâncias onde, no que concerne ao testemunho cristão, ter-se-á de pagar juros do dinheiro que foi roubado. A oferenda pelo delito no Antigo Testamento já estipulava isto. Era necessário pagar os danos, mais um quinto.

Certo é que há situações onde, em virtude de que o tempo transcorreu ou porque as condições se modificaram, já não é possível restituir. O Senhor sabe-o. Se o pecado se confessar, Ele aceita o desejo sincero como um facto certo, porém apenas naqueles casos onde a restituição é impossível.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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