… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de julho de 2017

22 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
22 de julho

“Eu vos desposarei.” (Jr 3:14, ARC, Pt)

CRISTO Jesus uniu-Se ao Seu povo em união matrimonial. Com amor, Ele desposou-Se com a Sua Igreja, uma virgem casta, muito antes de que ela caísse sob o jugo da servidão. Cheio de amor ardente, Jesus trabalhou, como Jacob por Raquel, até pagar integralmente o preço do resgate; e agora, depois de havê-la solicitado pelo Seu Espírito e de havê-la persuadido a que ela O conhecesse e amasse, Ele espera o dia glorioso quando a mútua felicidade fique consumada nas bodas do Cordeiro. O Noivo glorioso ainda não apresentou a Sua noiva, perfeita e completa, perante a Majestade do Céu; presentemente ela não entrou ainda no gozo da sua dignidade como Sua esposa e rainha; ela é até agora uma peregrina num mundo de aflição, uma moradora das tendas de Quedar. Mas ela é já a esposa de Jesus, a amada do Seu coração, preciosa perante os Seus olhos, escrita nas palmas das Suas mãos e unida a Ele. Na Terra, Jesus exerce para com a Sua esposa todas as funções afetuosas de Marido. Ele dá-lhe ricas provisões para as suas necessidades, paga-lhe todas as suas dívidas, permite-lhe que ela se aproprie do Seu nome e que participe das Suas riquezas. E jamais quer obrar para com ela de outra maneira. A palavra divórcio nunca a mencionará, porque Ele “aborrece o repúdio.” A morte corta o vínculo matrimonial até dos mortais que mais se amam, mas ela não pode separar o vínculo deste matrimónio imortal. Nos Céu eles não se casam, mas são como os anjos de Deus. Todavia há esta única exceção maravilhosa a essa regra, porquanto no Céu, Cristo e a Sua Igreja celebrarão as Suas benditas núpcias. Este parentesco é mais duradouro e mais íntimo do que o matrimónio terrestre. Por mais puro e fervoroso que seja o amor de um marido, ele é só uma imagem indistinta do amor que arde no coração de Jesus. Superior a toda união humana é aquela união mística com a Igreja, pela qual Cristo deixou o Seu Pai e Se tornou uma carne com ela.


Tradução de Carlos António da Rocha

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