… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 22 de julho de 2017

22 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
22 de julho

“Eis aqui o homem.” (Jo 19:5, ARC, Pt)

Se há um lugar onde o nosso Senhor Jesus Se torna mais plenamente a alegria e o conforto do Seu povo, é onde Ele mergulhou mais profundamente nas profundezas da aflição. Vinde para aqui, almas piedosas, e contemplai o Homem no jardim do Getesêmane; contemplai o Seu coração tão cheio de amor que transborda, tão cheio de dor que necessita de um desafogo. Contemplai o suor de sangue como ele goteja de cada poro do Seu corpo, e como cai no chão. Contemplai o Homem enquanto Lhe cravam os pregos nas Suas mãos e nos Seus pés. Olhai, pecadores arrependidos, e vede a imagem dolorosa do nosso pesaroso Senhor. Observai-O enquanto as gotas vermelhas estão na coroa de espinhos e adornam com jóias inapreciáveis o diadema do Rei da Miséria. Contemplai o Homem quando todos os Seus ossos estão desconjuntados e Ele é derramado como águas e posto no pó da morte. Deus desamparou-O e o Inferno cercou-O. Olhai e vede, houve alguma vez uma dor igual à dor que Lhe veio a Ele? Todos os que passais, aproximai-vos e olhai este espetáculo de dor única, sem paralelo, um portento para homens e anjos, um prodígio sem par. Contemplai o Imperador da Aflição que nas Suas agonias não tem igual nem rival! Olhai-O, afligidos, porque se não há consolação no Cristo crucificado, não há júbilo nem na Terra nem no Céu. Se no preço do resgate que Ele pagou com o Seu sangue não há esperança, então, tampouco há júbilo nas harpas do Céu e a mão direita de Deus jamais conhecerá prazer para sempre. Nós, para não sermos tão incomodados com as nossas dúvidas e calamidades, só temos de nos sentarmos mais frequentemente ao pé da cruz. Nós só temos de ver as Suas dores para nos envergonharmos de mencionar as nossas. Nós só temos de olhar para as Suas feridas para sarar as nossas. Se nós queremos viver rectamente devemos contemplar a Sua morte; se nos queremos elevar para a dignidade, devemos meditar na Sua humilhação e na Sua dor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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