… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 23 de julho de 2017

23 de julho


William MacDonald
Um dia de cada vez
23 de julho


“De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles.” (At 5:15, ARC, Pt)


O povo reconhecia que o ministério de Pedro era um ministério de poder. A onde quer que ele ia, os doentes eram curados. Não é de estranhar que a multidão desejasse cobrir-se sob a sua sombra! O apóstolo exercia uma tremenda influência.



Cada um de nós projeta uma sombra. Inevitavelmente influenciamos as vidas daqueles com quem estamos em contacto. Herman Melville escreveu: “Não podemos viver somente para nós mesmos. As nossas vidas estão relacionadas com milhares de fios invisíveis e através destas fibras compassivas, as nossas ações vão como causas e retornam como efeitos.”



Estás escrevendo um Evangelho,

Um capítulo cada dia,

Pelos atos que tu fazes,

Pelas palavras que dizes.

Os homens leem o que escreves,

Se és desleal ou sincero.



Diz! Segundo tu, o que é o Evangelho?





Quando se perguntou a um homem qual dos Evangelhos era o seu favorito, ele respondeu, “O Evangelho segundo a minha mãe.” E João Wesley disse uma vez: “Aprendi mais do cristianismo através da minha mãe do que por meio de todos os teólogos da Inglaterra.”



É instrutivo darmos conta àquilo que alguém pensa e observa a cada um de nós: “Isto é o que um cristão deve ser”. Pode ser um filho ou uma filha, um amigo ou um vizinho, um professor ou um estudante. Tu és o seu herói, o seu modelo, o seu ideal. Observa-te mais de perto do que pensas. A tua vida de negócios, a tua vida de igreja, a tua vida de família, a tua vida de oração, em tudo isto, eles fixam o modelo que será alguma vez imitado. Desejará que a tua sombra o cubra.



Geralmente pensamos que as sombras são nada. Mas a sombra espiritual que projetamos é algo real. Assim é que devemos fazer-nos esta pergunta:



Quando na última grande recontagem

Aqueles que conheci devem partir?

Este meu toque fugaz e diminuto

Terá acrescentado gozo ou pesar?

Aquele que revisa o seu inventário

De nome, tempo e lugar

Dirá: “Aqui uma influência bendita veio”?

Ou “Eis aqui o rasto do maligno?” (Strickland Gillilan).



Robert G. Lee escreveu: “Não podes evitar que o que és, dizes ou fazes, deixe de afetar aos demais, assim como tampouco podes impedir que o teu corpo projete uma sombra quando estás exposto ao Sol. O que és por dentro deixa-se ver por fora sem nenhuma ambiguidade. Exerces uma influência que a simples linguagem e a forte persuasão são incapazes de expressar.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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