… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 23 de julho de 2017

23 de julho

C. H. Spurgeon
Livro de Cheques do Banco da Fé
23 de julho

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10:17, ARC, Pt)

De acordo com este pacto de graça [1], o SENHOR trata o Seu povo como se este nunca houvesse pecado. Por assim dizer, Ele esquece-Se de todos os seus pecados. Ele trata a todo o tipo de pecados como se eles nunca houvessem existido, como se estivessem completamente apagados da Sua memória. Oh, que milagre de graça! Deus faz aqui aquilo que, em certos aspectos, é impossível para Ele fazer. A Sua misericórdia obra milagres que, em muito, transcendem a todos os demais milagres.

O nosso Deus ignora o nosso pecado, agora que o sacrifício de Jesus ratificou o pacto. Podemos regozijar-nos nEle sem medo de que Ele seja provocado à ira contra nós, por causa das nossas iniquidades. Olhai! Ele põe-nos entre os Seus filhos; Ele aceita-nos como justos; Ele sente prazer em nós como se fôssemos perfeitamente santos. Ainda mais, Ele põe-nos em lugares de confiança; faz-nos guardiões da Sua honra, provedores das jóias da coroa, mordomos do Evangelho. Ele considera-nos dignos, e dá-nos um ministério; esta é a prova mais excelsa e mais especial de que Ele não Se recorda dos nossos pecados. Até quando nós perdoamos a um inimigo, demoramos muito tempo a confiar nele; julgamos que tal confiança seria imprudente. Mas o SENHOR esquece-Se dos nossos pecados, e trata-nos como se nunca houvéssemos errado. Oh minha alma, que promessa é esta! Crê nela e sê feliz.


[1] Gracious (lit.) cheio de compaixão


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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