… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

24 de julho


William MacDonald
Um dia de cada vez
24 de julho

“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.” (Rm 14:5, ARC, Pt)

A palavra “igual” deveria suprimir-se neste versículo; foi acrescentada pelos tradutores. Deveria ler-se: “outro julga cada dia”, isto é, “vê cada dia como sagrado.”

Para os judeus que viviam sob a Lei, o sábado ou sétimo dia era especialmente sagrado. A Lei proibia trabalhar nesse dia e restringia também as viagens. Requeriam-se oferendas adicionais.

Aos Cristãos que vivem sob a graça não se lhes manda guardar o dia de repouso. Para eles todos os dias são sagrados, mesmo que creiam que há um princípio na Palavra de um dia de descanso por cada sete. Não se pode condená-los por não guardar o sábado (Cl 2:16).

O primeiro dia da semana, isto é, o Dia do Senhor, destaca-se no Novo Testamento por várias razões. Nesse dia o Senhor Jesus ressuscitou (Jo 20:1). Depois da Sua Ressurreição encontrou-Se em dois domingos sucessivos com os Seus discípulos (Jo 20:19, 26). O Espírito Santo foi dado no Pentecostes no primeiro dia; O Pentecostes sobreveio sete domingos depois da Festa das Primícias (Lv 23:15-16; At 2:1), o que simboliza a Ressurreição de Cristo (1Co 15:20, 23). Os discípulos reuniam-se para partir o pão no primeiro dia da semana (At 20:7). Paulo deu instruções aos coríntios para reunir uma oferenda especial no primeiro dia da semana (1Co 16:1, 2). Todavia, este não é um dia de obrigação especial como o sábado, mas um dia de privilégio especial. Já que no domingo somos descarregados da obrigação do nosso trabalho normal, podemos dedicá-lo à adoração e ao serviço do nosso Senhor de uma maneira que não podemos dedicar-nos nos outros dias.

Porquanto estamos em liberdade para entender que todos os dias são igualmente sagrados, não temos liberdade de fazer nada ao domingo que pudesse fazer tropeçar os demais. Se trabalhar em casa, reparar o automóvel ou jogar futebol fizer tropeçar um irmão, então devemos renunciar ao que poderíamos considerar um direito legítimo. Como Paulo disse: “Assim que não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.” (Rm 14:13, ARC, Pt)

Os judeus sob a Lei tinham um dia de descanso no fim de uma semana de trabalho. Os Cristãos sob a Graça começam a sua semana com um dia de descanso, porque Cristo tem terminado a obra da redenção.

C. I. Scofield assinalava que o verdadeiro caráter do Dia do Senhor se ilustra pelo modo como o nosso Senhor o utilizava: “Confortou Maria no seu pranto; caminhou sete milhas com dois discípulos perplexos, dando-lhes uma lição bíblica pelo caminho; enviou mensagens a outros discípulos; teve uma entrevista privada com o reincidente Pedro; e repartiu o Espírito Santo aos que estavam no aposento alto.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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