… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

28 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

28 de julho

“Assim me embruteci, e nada sabia; fiquei como um animal perante ti.” (Sl 73:22, ARC, Pt)
Tem presente que esta é a confissão do homem que, como está escrito, foi segundo o coração de Deus, e que ao revelar-nos a sua vida interior, escreve: “Assim me embruteci, e nada sabia”. A palavra “embruteci” nesta passagem significa mais do que parece na linguagem comum. David num versículo anterior do mesmo Salmo escreve: “Pois eu tinha inveja dos néscios, quando via a prosperidade dos ímpios”, o que mostra que a insensatez com que fala era pecado em si mesmo. Ele, pois, considera-se insensato. Em que medida o era, ele não o poderia dizer. Essa insensatez era pecaminosa, uma insensatez que não poderia desculpar-se de fragilidade, mas tinha de ser condenada pela sua perversidade e pela teimosa ignorância, pois invejou a presente prosperidade do ímpio e esqueceu o terrível fim que o espera. Somos nós melhores do que David para nos chamarmos a nós próprios sábios? Pretendemos ter alcançado a perfeição ou ter sido tão purificados para afirmarmos que a disciplina já tirou de nós toda a teimosia? Ah, isto é de facto orgulho! Se David era insensato, quão insensatos seríamos nós na nossa própria estima, se apenas nos pudéssemos ver a nós mesmos? Reflecte, crente; recorda como duvidaste que Deus, sendo Ele tão fiel contigo; como gritaste: “Não assim, Meu pai”, quando Ele Se retorcia em aflição para te dar a maior bênção. Recorda quantas vezes olhaste com pessimismo a Sua providência, interpretando mal as Suas dispensações, e gemeste dizendo: “Todas estas coisas são contra mim”, quando todas as coisas cooperavam conjuntamente para o teu bem! Pensa em quão frequentemente escolheste o pecado por causa do seu prazer, quando, na verdade, esse prazer foi para ti uma raiz de amargura! Se de facto conhecermos o nosso próprio coração, temos de nos confessar culpados ante a acusação de pecaminosa insensatez; e conscientes disto, temos de fazer nossa a resolução de David: “Tu me guiarás segundo o Teu conselho.”


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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