… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 28 de julho de 2017

28 de julho



C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas

28 de julho

“O qual andou fazendo o bem.” (At 10:38, ARC, Pt)


SÃO POUCAS palavras, mas, apesar de tudo, temos aqui uma preciosa biografia do Senhor Jesus Cristo. Não há muitos pormenores, mas estas são as provas de qualidade de um Mestre. Do Salvador e só do Salvador é certo o que diz esta passagem no mais completo, no mais amplo e absoluto sentido: “O qual andou fazendo o bem.” Segundo esta descrição, é evidente que Ele fez bem pessoalmente. Os evangelistas dizem-nos, a cada passo, que Ele tocava aos leprosos com o Seu próprio dedo, que Ele ungia os olhos do cego, e que, nos casos em que Se Lhe pedia que pronunciasse apenas a palavra de longe, Ele, normalmente, não consentia nisso, mas ia à cama do doente e aí pessoalmente obrava a cura. Há aqui uma lição para nós. Se queremos fazer bem, façamo-lo nós mesmos. Dá esmola com a tua própria mão. Um olhar ou uma palavra afetuosa acrescentará o valor da dádiva. Fala com um amigo acerca da sua alma; a tua súplica amorosa terá maior influência do que toda uma biblioteca de tratados. A maneira como o nosso Senhor fazia o bem manifesta a Sua incessante actividade! Ele não só fez o bem que estava ao alcance da Sua mão, mas também Ele “andou fazendo”, cumprindo a Sua missão de compaixão. Através de toda a terra da Judeia, certamente que não haveria uma vila ou uma aldeia que não tenha sido alegrada pela Sua presença. Como isto condena a maneira rastejante e indolente com que muitos crentes servem ao Senhor. Que nós cinjamos os lombos do nosso entendimento e não nos cansemos de fazer o bem. O breve passo bíblico não implica que Ele saiu do Seu caminho para fazer bem? “Ele andou fazendo o bem.” Ele nunca Se acovardou com o perigo ou com as dificuldades. Ele procurou os objetos dos Seus propósitos misericordiosos. Assim devemos nós obrar. Se os antigos planos não querem responder, nós devemos experimentar outros novos, porque os novos métodos, às vezes, resultam mais do que os métodos correntes. A perseverança de Cristo e a unidade dos Seus propósitos estão também indicados aqui, e a aplicação prática de tudo isto pode resumir-se nestas palavras: “Ele deixou-nos o exemplo para que nós sigamos o Seu exemplo.”

Tradução de Carlos António da Rocha

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