… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

segunda-feira, 3 de julho de 2017

3 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
3 de julho

“Se sofrermos, também com ele reinaremos.” (2Tm 2:12, ARC, Pt)

SE não somos de Cristo, não devemos pensar que estamos sofrendo por Cristo e com Cristo. Amado amigo, estás confiando só em Jesus? Se não, seja o que for o que tenhas de lamentar na terra, não estás com isso “sofrendo com Cristo” e não tens nenhuma esperança de reinar com Ele no Céu. Tampouco temos de inferir que todos os sofrimentos que o Cristão sofre, os sofre com Cristo, porquanto é essencial que ele seja chamado por Deus para sofrer. Se somos temerários e imprudentes e entramos em lugares para os quais nem a providência nem a graça nos têm preparado, devemos perguntar-nos se não estarmos, antes, pecando que tendo comunhão com Jesus. Se permitirmos que a paixão tome o lugar da discrição e a vontade própria reine em lugar da autoridade das Escrituras, estaremos fazendo as batalhas do Senhor com as armas do diabo e se chegarmos a cortar os nossos próprios dedos não nos devemos surpreender. Além disso, nas aflições que nos sobrevêm como consequência do pecado, não devemos sonhar que estamos sofrendo com Cristo. Quando Maria falou mal de Moisés e a lepra a poluiu, ele não estava sofrendo por Deus. Aliás, o sofrimento que Deus aceita deve ter como seu fim a glória de Deus. Se eu sofro para ganhar reputação e merecer aplauso, eu não obterei outro galardão que o do Fariseu. É indispensável também que o amor a Jesus e o amor aos Seus escolhidos seja sempre a fonte principal de toda nossa paciência. Devemos manifestar o Espírito de Cristo em mansidão, bondade e perdão. Averiguemos e vejamos se nós verdadeiramente sofremos com Jesus. E se nós sofremos deste modo, o que é a nossa “leve e momentânea tribulação” comparada com o reinar com Ele? Oh, é tão feliz estar no forno com Cristo e tão honroso estar no pelourinho com Ele, que se não houvesse uma retribuição futura, poderíamos considerar-nos felizes com a honra presente! Mas, quando a recompensa é tão eterna, infinitamente muito mais do que temos direito a esperar, não tomaremos a cruz com alacridade e prosseguiremos o nosso caminho alegremente?



Tradução de Carlos António da Rocha

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