… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 30 de julho de 2017

30 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas

30 de julho

“E, retirando-se dali, chorou.” (Mc 14:72, ARC, Pt)


Alguns pensam que Pedro, enquanto viveu, chorava sempre que se recordava de que tinha negado o seu Senhor. Não é improvável que assim tenha sido, (pois o seu pecado era muito grande, e, depois, a graça fez nele a sua obra perfeita.) Esta mesma experiência é comum a toda a família dos redimidos, segundo o grau em que o Espírito de Deus lhe tenha removido o coração de pedra. Nós, como Pedro, recordamos a nossa jactanciosa promessa: “Ainda que todos se escandalizem em Ti, eu nunca me escandalizarei. (Mt 26:33, ARC, Pt). Nós também comemos as nossas palavras com as ervas amargas do arrependimento. Quando pensamos no que prometemos ser e no que, na verdade, temos sido, bem podemos verter torrentes de lágrimas. Pedro pensava como tinha negado o Seu Senhor. Pensava no lugar em que o fez, no insignificante motivo que o conduziu a tão grave pecado, nos juramentos e nas blasfémias que usou para confirmar a sua falsidade, e na terrível dureza de coração que o arrastou a obrar assim repetidas vezes.



Quando recordamos os nossos pecados, de “sobremaneira pecaminosos”, podemos permanecer impassíveis e indiferentes? Não faremos da nossa casa um “Boquim” (Jz 2:1 e 5, ARC, Pt), e clamaremos ao Senhor, pedindo-Lhe que nos renove as garantias do Seu amor indulgente? Que nunca olhemos ao pecado com olhos indiferentes para que não tenhamos, dentro de pouco tempo, a língua queimada com as chamas do Inferno. Pedro pensava também no amoroso olhar do seu Mestre. O Senhor acompanhou o sinal do canto do galo com um admonitório olhar de tristeza, de compaixão e de amor. Pedro, jamais, esqueceu aquele olhar. Este foi muito mais eficaz do que dez mil sermões sem o poder do Espírito. O penitente Apóstolo choraria, sem dúvida, ao recordar o amplo perdão que lhe deu O Salvador, que o restaurou à sua posição anterior. Pensar que temos ofendido a tão bondoso e clemente Senhor, é razão mais do que suficiente para que choremos constantemente. Senhor, fere os nossos duros corações e faz-nos chorar.

Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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