… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

terça-feira, 4 de julho de 2017

4 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
4 de julho

“Não tornarás a vivificar-nos, para que o Teu povo se alegre em Ti?” (Sl 85:6, ARC, Pt)

Um estado de decadência é frequentemente como um cancro; não sabemos que o temos. Podemos ir tornando-nos gradualmente tão frios espiritualmente que não nos damos conta de quão carnais chegamos a ser, realmente. Algumas vezes necessitamos duma tragédia, duma crise ou da voz de algum profeta de Deus para nos despertarmos da nossa necessidade desesperada. Só então podemos reclamar a promessa de Deus: “Derramarei águas sobre o sedento e rios sobre a terra árida” (Is 44:3).


Necessito de um avivamento quando perco o meu entusiástico ânimo pela Palavra de Deus, quando a minha vida de oração tem caído numa insossa rotina (ou tem caído por completo!), ou quando deixo o meu primeiro amor. Necessito de um toque avivador de Deus quando tenho mais interesse no que vertem na televisão do que na reunião da Assembleia local, quando chego a tempo ao trabalho mas tarde às reuniões da Assembleia local, quando não falto no meu trabalho mas a minha assistência é irregular na Assembleia. Preciso ser avivado quando estou disposto a fazer pelo dinheiro o que não faça pelo Salvador, quando gasto mais dinheiro para me satisfazer do que na obra do Senhor.



Necessitamos de avivamento quando guardamos rancores, ressentimentos e amargos sentimentos. Quando somos culpados de mexericar e amaldiçoar e recebemos palavras de bisbilhotice como se fossem caramelos. Quando não estamos dispostos a confessar os nossos erros ou a perdoar aos outros quando confessam as suas faltas. Precisamos de ser avivados quando brigamos como cães e gatos em casa, e logo aparecemos na Assembleia com uma “cara de reunião” como se fôssemos doçura e luz. Precisamos de ser avivados quando nos conformamos ao mundo no falar, no nosso caminhar e em todo o nosso estilo de vida. Que grande é a nossa necessidade quando somos culpados dos pecados de Sodoma: soberba, saciedade de pão e abundância de ociosidade! (Ez 16:49).



Tão logo nos damos conta da nossa frieza e esterilidade, podemos reclamar a promessa de 2 Crónicas 7:14: “e se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2Cr 7:14, ARC, Pt)



A confissão é o caminho que leva ao avivamento!

Oh Espírito Santo, o avivamento vem de Ti;

Envia um avivamento, começa a obra em mim.

A Tua palavra declara que suprirás a necessidade.

As Tuas bênçãos agora, imploro com humildade.

J. Edwin Orr



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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