… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

5 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
5 de julho

“Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias.” (1Ts 5:19-20, ARC, Pt)

Quando pensamos em apagar, geralmente relacionamo-lo com fogo. Apagamos o fogo quando deitemos água sobre ele. Deste modo o extinguimos por completo ou reduzimos grandemente o seu alcance e eficácia.

O fogo emprega-se nas Escrituras como um tipo do Espírito Santo. Ele é fervente, abrasador e entusiasta. Quando as pessoas estão sob o controle do Espírito, são resplandecentes, ardentes e transbordantes. Apagamos o Espírito quando suprimimos a Sua manifestação nas reuniões do povo de Deus.

Paulo diz: “Não apagueis o Espírito. Não menosprezeis as profecias”. A maneira com a qual vincula apagar o Espírito com o desprezo das profecias leva a crer que apagar tem a ver antes de tudo com as reuniões da igreja local.

Apagamos o Espírito quando fazemos com que um homem se envergonhe do seu testemunho por Cristo, seja na oração, na adoração ou no ministério da Palavra. Uma coisa é a crítica construtiva, mas, quando criticamos um homem por palavras ou pormenores suscetíveis, desanimamo-lo ou fazemos com que tropece no seu ministério público.

Também apagamos o Espírito quando temos serviços tão organizados que O oprimem como uma camisa de forças. Se as coisas forem dispostas em dependência do Espírito Santo, ninguém pode objetar. Mas, se os acertos se fazem sobre a base do engenho humano deixam o Espírito Santo como um mero espetador em lugar de ser o Diretor.

Deus tem dado muitos dons à igreja. Concede dons diferentes para tempos diferentes. Possivelmente um irmão tem uma palavra de exortação para a congregação. Se todo o ministério público se centrar nos mesmos homens, então o Espírito não tem liberdade para suscitar a mensagem necessária para o tempo apropriado. Este é outro modo de apagar o Espírito.

Por último, apagamos o Espírito quando rechaçamos o Seu impulso nas nossas vidas. Possivelmente somos movidos poderosamente a ministrar sobre certo tema, mas abstemo-nos por temor ao homem. Sentimo-nos impulsionados a guiar a oração pública mas permanecemos sentados por acanhamento. Pensamos num hino que seria especialmente apropriado mas carecemos da coragem para o anunciar.

O resultado que se produz é que o fogo do Espírito apaga-Se, as nossas reuniões perdem a sua espontaneidade e o poder e o corpo local empobrece.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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