… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

6 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
6 de julho

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção.” (Ef 4:30, ACF, Pt)

Assim como é possível apagar o Espírito nas reuniões da igreja, é possível entristecê-Lo na nossa vida privada.

Há certa ternura na palavra “entristecer”. Somente podemos entristecer a alguém que nos ama. Os ranhosos da vizinhança não nos entristecem, mas os nossos próprios filhos travessos, sim.



O Espírito Santo tem por nós um especial carinho e intimidade. Ele ama-nos e selou-nos para o dia da redenção. Podemos entristecê-Lo.



Mas o que é o que O entristece? Qualquer forma de pecado traz dor ao Seu coração. Não é por acidente que Paulo aqui Lhe chama Espírito Santo. Algo que é profano O agonia com tristeza.



A exortação “não entristeçais” vem no meio de uma série de pecados contra os quais estamos advertidos. A lista não tenta ser exaustiva, senão somente sugestiva.



Mentir entristece o Espírito (v. 25): mentiras “piedosas”, mentiras negras, de brincadeira, exageros, meias verdades e verdades matizadas. Deus não pode mentir e não pode dar esse privilégio ao Seu povo.



A ira que se transborda em pecado entristece ao Espírito (v. 26). A única vez que a ira se justifica é quando é pela causa de Deus. Todas as outras formas de ira dão lugar ao diabo (v. 27).



Roubar entristece o Espírito Santo (v. 28), seja do porta moedas da mãe, seja o tempo do nosso empregado, seja ferramentas ou artigos de escritório.



As palavras corrompidas entristecem o Espírito Santo (v. 29). Isto percorre toda uma gama que vai desde brincadeiras sujas e incitantes até às charlas frívolas. A nossa conversação deve ser edificante, apropriada e temperada com sal.



A amargura, a irritação, a ira, a gritaria e a maledicência, e toda a malícia completam a lista do capítulo 4 da Carta aos Efésios.



Um dos ministérios favoritos do Espírito Santo é manter-nos ocupados com o Senhor Jesus Cristo. Mas quando pecamos, Ele tem de apartar-Se deste ministério para nos restaurar à correta comunhão com o Senhor.



Mas ainda assim nunca Se entristece para sempre. Nunca nos deixa. Estamos selados por Ele para o dia da redenção. Sem embargo, isto não deve usar-se para desculpar os nossos descuidos mas deve ser um dos motivos maiores para a nossa santidade.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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