… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

6 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
6 de julho

“Quantas culpas e pecados tenho eu?” (Jb 13:23, ARC, Pt)

Tu, na verdade, hás medido e considerado, alguma vez, quão grande é o pecado do povo de Deus? Pensa quão graves são as tuas próprias transgressões e descobrirás que um pecado aqui e outro ali, não só se elevam como uma montanha, mas que as tuas iniquidades se amontoam uma sobre a outra, assim como na antiga fábula dos gigantes, em que o Pélion era posto sobre o Ossa, montanha sobre montanha. Que amontoado de pecado há na vida de um dos mais santificados filhos de Deus! Tenta multiplicar este, o pecado de um só, pela multidão de redimidos “que ninguém pode contar”, e terás uma ideia da grande massa de pecado que há nos seres por quem Jesus derramou o Seu sangue. Mas chegamos a uma ideia mais adequada da magnitude do pecado pela grandeza do remédio provido. Esse remédio é o sangue de Jesus Cristo, o único e bem amado Filho. Filho de Deus! Os anjos lançam as suas coroas diante dEle! Todas as sinfonias corais rodeiam o Seu glorioso trono. “O qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Ámen!” Todavia, Ele toma a forma de servo e é açoitado e transpassado, pisado e lacerado, e, por fim, morto, pois nada, senão o sangue do encarnado Filho de Deus podia expiar os nossos pecados. Nenhuma mente humana pode estimar adequadamente o infinito valor do sacrifício divino, porque, embora seja grande o pecado do povo de Deus, a expiação que o tira é muito maior. Portanto, mesmo quando o pecado arrola como uma inundação sinistra e a lembrança do passado é amarga, o crente pode, não obstante, estar diante do resplandecente trono de Deus e proclamar: “Quem é o que me condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos.” Enquanto a lembrança do seu pecado enche de vergonha e de tristeza o crente, essa lembrança é, ao mesmo tempo, transformada numa folha de metal para mostrar nela o brilho da misericórdia. O pecado é a escura noite na qual a brilhante estrela do amor divino ilumina com claro resplendor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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