… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

7 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
7 de julho


“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm 8:18, ARC, Pt)

Consideradas em si mesmos, as aflições do tempo presente podem ser espantosas. Reflito nos horríveis sofrimentos dos mártires cristãos. Penso no que alguns do povo de Deus tiveram de suportar nos campos de concentração. O que diremos a respeito dos horríveis sofrimentos associados com a guerra? Os cruéis desmembramentos e paralisias relacionadas com os acidentes? A dor inexprimível dos corpos humanos atormentados pelo cancro ou outras enfermidades?

E entretanto, o sofrimento físico tão somente é parte da história. Em ocasiões parece que a dor corporal é mais fácil de aguentar do que a tortura mental. Não é o que Salomão tinha em mente quando escreveu: “O ânimo do homem suportará a sua enfermidade; mas quem suportará ao ânimo angustiado?” (Pv 18:14)?

Estão neste caso as aflições que vêm com a infidelidade na relação matrimonial, com a morte de um ser amado ou com a desilusão que vem depois de um sonho feito em pedaços. Angustiamo-nos ao sermos abandonados, e ao sermos traídos por um amigo querido. Normalmente assombramo-nos ante a capacidade da constituição humana para suportar os golpes, as agonias e os dores esmagadoras da vida.

Vista por elas mesmas, estas aflições são abrumadoras. Porém, quando se veem com a perspetiva da glória vindoura, são só picadas de alfinete. Paulo diz destas que não são: “comparáveis com a glória vindoura que há de manifestar-se em nós”. Se os sofrimentos são tão grandes, quanto maior deve ser a glória!

Noutra passagem, o apóstolo Paulo entrega-se a um delicioso gozo de imagens espirituais quando diz que: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente” (2Co 4:17). Visto numa escala grande, as aflições são o peso de uma pena enquanto que a glória tem um peso infinito. Se as julgarmos pelo calendário, as aflições são momentâneas enquanto que a glória é eterna.

Quando formos para o Salvador no final da jornada, os sofrimentos deste tempo presente desvanecer-se-ão, convertendo-se numa insignificância.

Quando formos para Jesus, tudo terá valido a pena.
Até a prova maior, naquele dia se verá pequena.
Um olhar do Seu rosto amado, toda pena apagará,
Com tal anelo de ver Cristo, com valor o passo apertarei.
Esther K. Rusthoi


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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