… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de julho de 2017

8 de julho

William MacDonald
Um dia de cada vez
8 de julho

“... Puseram-me por guarda das vinhas; a minha vinha, porém, não guardei.” (Cantares de Salomão 1:6b, ACF, Pt)

Os irmãos da donzela sulamita tinham-na enviado para ela trabalhar na vinha. Mantinha-se tão ocupada cuidando das videiras que se descuidou da sua própria vinha, isto é, da sua aparência pessoal. A sua pele tornou-se seca e morena, e sem dúvida, o seu cabelo estava desgrenhado.



Existe sempre o perigo de nos descuidarmos com a nossa própria vinha por estarmos muito ocupados com a de outros. Corre-se o risco, por exemplo, de chegarmos a estar tão absortos com a evangelização do mundo que a nossa própria família se perde. Se Deus nos der filhos, estes são o nosso campo de missão número um. Quando estivermos diante do Senhor, um dos maiores gozos será poder dizer: “Eis-me aqui a mim, e aos filhos que Deus me deu.” (Hb 2:13). Todos os louvores que brotam das audiências agradecidas não compensarão a perda dos nossos próprios filhos e filhas.



Segundo as Escrituras, a responsabilidade começa em casa. Depois de Jesus ter arrojado para fora os demónios de Legião, o endemoninhado, o que tivera a Legião, assentado, vestido e em perfeito juízo encarregou-o: “Vai para a tua casa, aos teus, e conta-lhes quão grandes coisas o Senhor tem feito contigo, e como teve misericórdia de ti” (Mc. 5:19). Frequentemente parece que o lugar mais difícil para evangelizar é nosso próprio pátio, mas é aí onde devemos começar.



Uma vez mais, quando o Senhor enviou os Seus discípulos, disse: “...em Jerusalém, em toda a Judeia, na Samarra, e até aos confins da terra” (At 1:8). Começa em “Jerusalém” (a tua casa é “a base de operações”)!



André estava determinado a não descuidar a sua própria vinha. Lemos a respeito dele que: “Achou primeiro o seu irmão Simão, e disse-lhe: achámos o Messias (que traduzido é, o Cristo)” (Jo 1:41).



Não há dúvida de que há casos em que um crente se mostra fiel procurando ganhar os seus seres queridos para o Senhor Jesus, e, sem embargo, eles persistem na incredulidade. Não podemos garantir a salvação eterna dos nossos parentes e amigos. Mas devemos guardar-nos da possibilidade de estar tão preocupados ministrando aos demais que abandonemos o nosso próprio círculo familiar. A nossa própria vinha, em tais casos, deve ter prioridade.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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