… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

sábado, 8 de julho de 2017

8 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
8 de julho

“Irmãos, orai por nós.” (1Ts 5:25, ARC, Pt)

“Declara-me, peço-te, em que consiste a tua grande força.” (Jz 16:6, ARC, Pt)

ONDE reside o segredo do poder da fé? Reside na comida com que se alimenta. A fé, por exemplo, investiga o que é a promessa, e chega, à conclusão, de que ela é uma emanação da graça divina, um transbordamento do grande coração de Deus. E a fé diz: “O Meu Deus não poderia ter dado esta promessa se o Seu amor e a Sua graça não tivessem mediado; é pois muito certo que a Sua Palavra se cumprirá.” Por isso a fé pensa: “Quem é que dá esta promessa?” Ela não considera tanto a grandeza da promessa, mas “Quem é o autor dela”; e recorda que o autor é Deus, “que não pode mentir”, o Deus omnipotente e imutável, e, portanto, ela chega à conclusão de que a promessa tem de cumprir-se, e ela prossegue para adiante nesta firme convicção. A fé recorda o motivo porque a promessa foi dada, nomeadamente, para a glória de Deus, e ela sente-se segura de que a glória de Deus é certa, de que Ele nunca permitirá que se manche o Seu escudo, nem que se estrague o brilho da Sua própria coroa; e, portanto, a promessa deve permanecer e permanecerá. Em seguida, a fé também tem em consideração a obra assombrosa de Cristo como uma prova clara da intenção do Pai para cumprir a Sua Palavra. “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” Além disso, a fé reflete no passado, porquanto as suas lutas que ela sustentou fortaleceram-na, e as suas vitórias deram-lhe coragem. A fé recorda-se de que para com ela, Deus nunca lhe faltou; ou melhor, que Ele nunca abandonou uma vez, a nenhum de Seus filhos. Ela recorda os tempos de grande perigo, quando o salvamento veio; as horas de necessidade terrível, quando ela achou os seus dias como a sua fortaleza, e ela clama: “Não, nunca serei levada a pensar que Deus possa mudar e abandonar o Seu servo agora. Até aqui o Senhor me ajudou e me ajudará constantemente.” Assim, a fé examina cada promessa em conexão com o doador da promessa, e, porque ela faz isso, pode, com segurança, dizer: “Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida!”



Tradução de Carlos António da Rocha

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