… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 9 de julho de 2017

9 de julho

C. H. Spurgeon
Leituras Matutinas
9 de julho



“Não te esqueças de nenhum de seus benefícios.” (Sl 103:2, ARC, Pt)

É agradável e proveitoso observar a mão de Deus nas vidas dos santos da antiguidade, e considerar a Sua bondade, que os livrou; a Sua misericórdia, que os perdoou; e a Sua fidelidade, que guarda o pacto que consertou com eles. Mas, não seria ainda mais interessante e proveitoso observar a mão de Deus nas nossas próprias vidas? Não convém que consideremos a nossa própria história, tão cheia de Deus, tão colmada da Sua bondade e de Sua verdade e com tantas provas da Sua fidelidade e veracidade, como consideramos as vidas de qualquer dos santos que nos precederam? Fazemos ao Senhor uma injustiça quando supomos que Ele já obrou todos os Seus portentos, e que Se mostrou poderosos só com os que viveram em tempos passados, mas que Ele não obra maravilhas, nem estende o Seu braço a favor dos santos, que estão agora sobre a Terra. Passemos revista às nossas próprias vidas. Sem dúvida, nelas descobriremos alguns incidentes felizes, que nos deram descanso e glorificaram o nosso Deus. Não foste livrado de algum perigo? Não passaste por rios sustentado pela divina presença? Não andaste são e salvo pelo fogo? Não tiveste revelações? Não tiveste favores especiais? O Deus que deu a Salomão o desejo do seu coração, nunca atendeu nem respondeu às tuas petições? Aquele Deus de generosidade pródiga, de Quem David cantou: “quem enche a tua boca de bens”, nunca te saciou a ti com a Sua abundância? Nunca te fez deitar em verdes pastos? Nunca te guiou mansamente a águas tranquilas? Sem dúvida, a bondade de Deus para connosco tem sido a mesma que Ele teve para com os santos da antiguidade. Que nós componhamos, então, as Suas mercês numa canção. Que nós tomemos o ouro puro da gratidão e as jóias do louvor, e transformemo-los noutra coroa para a cabeça de Jesus. Que as nossas almas toquem música tão melodiosa e alegre como a da harpa de David, enquanto nós louvamos o Senhor, cuja misericórdia dura para sempre.



Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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