… Mas o melhor de tudo é crer em Cristo! Luís Vaz de Camões (c. 1524 — 1580)

domingo, 9 de julho de 2017

9 de julho


C. H. Spurgeon
Leituras Vespertinas
9 de julho
“E fez Deus separação entre a luz e as trevas.” (Gn 1:4, ARC, Pt)

O crente tem dois princípios ativos dentro de si. No seu estado natural estava sujeito a um só princípio, o das trevas. Agora a luz entrou nele e os dois princípios discordam. Observa as palavras do apóstolo Paulo no capítulo sete de Romanos: “Acho, então, esta lei em mim: que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus. Mas vejo nos meus membros outra lei que batalha contra a lei do meu entendimento e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros.” Como se produziu este estado de coisas? Assim: “E fez Deus separação entre a luz e as trevas.” As trevas, em si mesmas, são plácidas e serenas, mas quando o Senhor introduz a luz produz-se um conflito, porque as trevas são a antítese da luz. Esse conflito nunca cessará até que o crente seja inteiramente luz no Senhor. Se há uma divisão dentro do crente, tem de haver também uma divisão fora dele. Mal o Senhor dá luz a alguém, o tal começa a separar-se das trevas que o circundam, afasta-se de uma religião meramente mundana, de cerimónias exteriores, pois nada fora do Evangelho de Cristo lhe dará satisfação, e separa-se da sociedade mundana e das diversões frívolas e busca a companhia dos santos, pois “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos.” A luz junta para o seu lado e as trevas para o seu. O que Deus dividiu, que nós nunca o tentemos unir; mas, como Cristo saiu fora do arraial, levando o Seu vitupério, assim também saiamos nós de entre os ímpios e sejamos um povo peculiar. Cristo foi santo, inocente, limpo e apartado dos pecadores. E, como Ele foi, assim devemos ser nós, dissentindo do mundo, apartando-nos de todo o pecado e diferenciando-nos do resto da humanidade pela nossa semelhança com o nosso Senhor.


Tradução de Carlos António da Rocha

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Esta tradução é de livre utilização, desde que a sua ortografia seja respeitada na íntegra porque já está traduzida no Português do Novo Acordo Ortográfico e que não seja nunca publicada nem utilizada para fins comerciais; seja utilizada exclusivamente para uso e desfruto pessoal.

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